quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conheça a história de médicos que esqueceram coisas dentro dos seus pacientes

O título pode parecer estranho, mas na verdade esse tipo de situação é muito comum, estima-se que de 2005 até 2012 houveram 800 casos registrados de cirurgiões que deixaram objetos dentro dos pacientes, tais como esponjas, agulhas, retratores, bisturis e fragmentos de ferramentas que se quebraram durante a cirurgia. No fim 16 desses pacientes morreram. Confira a história de alguns deles.

Os Doutores Taiwo Shogunle e Adeleke Olusegun de Lagos, conseguiram a façanha de esquecer uma toalha dentro de seu paciente durante uma cirurgia no hospital St. Raphael Divine Mercy, o incidente causou a morte do paciente Omojola Bamgboye. os médicos foram presos por assassinato, mas eles negaram as acusações e ficaram com uma fiança de 500,000 Nigerian Nairas (dinheiro local) para cada médico.

Casos desse tipo são mais antigos do que você acha, em 1991 um julgamento chamou a atenção dos advogados de Nova York, um médico acabou esquecendo uma agulha dentro de seu paciente depois de uma cirurgia de hernia. O caso em si acabou com o médico pagando meio milhão de dólares para a vítima, mas ele virou sinônimo de falha médica e ainda hoje chama a atenção de muitos advogados que gostam de analisar o processo jurídico .

Na Jordânia um ginecologista foi acusado de esquecer seu celular dentro da paciente Hanan Mahmoud Abdul Karim depois de uma cesariana. Depois de sentir fortes dores abdominais a mãe da paciente de 36 anos na época levou ela de volta ao hospital, onde ela teria sido ignorada pelos médicos. Ao ser levada para outro hospital ela fez um raio-x e descobriu um objeto estranho em seu abdômen, depois de uma nova cirurgia um celular foi retirado de dentro dela.
Para tentar explicar como algo assim poderia ter acontecido o The Washington Post disse que a cada 5000 cirurgião um médico esquece algo em seu paciente, para se ter uma ideia, por ano são realizadas mais de 50 milhões de cirurgias. 
O caso foi então abordado no parlamento da Jordânia, onde vários deputados exigiram a demissão do governo. "Existem países que na sequência de tais escândalos apresentam a demissão", afirmou o político Salim Al Bataynah, mas Hatem Al Azrae, porta-voz do ministério da Saúde da Jordânia, afirmou que esta história é "infundada e fabricada".

Outro possível caso de objeto deixado após cesariana foi o da brasileira Sueli de Paula Gica que vive há mais de 30 anos com uma tesoura dentro dela, o objeto, segundo ela, foi deixado em seu abdômen durante uma cesariana realizada em 1983 no Hospital Santana de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Sueli descobriu a tesoura em seu corpo em um raio-x feito em 2008 e exigiu uma indenização. O hospital não se pronunciou.
Segundo ela, os médicos trataram as dores que começaram alguns anos depois da cesariana realizada para o nascimento do seu terceiro filho como cólicas menstruais. "Eu me acostumei com as dores, nunca pediram um raio-x, fui levando e acostumando".
Depois de procurar a opinião de um segundo médico para retirar a tesoura ela descobriu que a remoção dela é uma cirurgia de risco mas ela planeja seguir em frente mesmo assim.

Nelson Bailey saiu de sua cirurgia com mais do que ele entrou, os cirurgiões acabaram esquecendo uma esponja cirúrgica de quase 30 cm dentro dele, e como se isso não bastasse quando os médicos finalmente admitiram seu erro e foram retirar a esponja ela já estava podre e havia feito perfurações nos intestinos de Bailey.

Um médico de Baltimore deixou uma esponja bem na coluna do seu pacientes durante uma cirurgia, temendo a represália ele escondeu o fato o máximo que pode e só contou para ele após a esponja ter aparecido num raio-X, 17 dias depois da cirurgia. Mesmo depois de revelar o que tinha acontecido, ele ainda disse que a esponja não era motivo de preocupação e não precisava ser removida, apenas observada.
Durante esse tempo, a esponja foi envolvida com tecido fibroso que teve que ser removido. O médico foi processado por negligência. Segundo a denúncia, ele só admitiu seu erro quando o paciente desenvolveu uma infecção e teve que ter uma grande quantidade de líquido drenado de seu corpo. Mesmo após esse procedimento, ele continua com dor nas costas e uma dor persistente na perna direita, e diz ainda sofrer de disfunção sexual.

Letícia Carvalho, de 30 anos na época, teve uma gaze de 40 cm esquecida em seu abdômen, durante uma cesariana realizada pela equipe médica da obstetra Maria Betânia de Lima Gil, em 6 de maio de 2015, na Maternidade São Francisco, em Niterói. No dia seguinte à sua alta, em 9 de maio, ela  precisou retornar ao hospital, porque sentia fortes dores na barriga, febre, vômitos e até diarreia.
O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) disse que vai apurar o caso.

Carol Critchfield de 56 anos na época processou em 2007 o Hospital Simi Valley depois que seus médicos esqueceram uma esponja cirúrgica em sua pélvis depois de uma cirurgia em sua bexiga. Quando ela voltou ao médico com dores e desidratação eles disseram que ela estava constipada e depois problemas gastrointestinais, eles até disseram para ela parar de comer comida apimentada, e depois disso disseram que ela tinha um cisto em seus ovários. Quando eles finalmente se deram conta de que era uma esponja ela já tinha se "unificado" com seu corpo, então para remove-la elas tiveram de tirar parte de seu intestino junto.
Carol teria direito a US$ 250,000 de compensação, mas eles estão querendo 1 milhão. Curiosamente o hospital que cometeu o erro foi votado em 2014 como o mais seguro de Ventura Country.

Na Turquia Hanim Ozgul, de 67 anos na época estava em dor devido ao seu câncer no útero, e depois da cirurgia a dor não passou, isso porque seus médicos esqueceram uma tesoura gancho dentro dela. Quando ela voltou ao hospital pela primeira vez falaram que a dor era "parte da recuperação" e quando ela fez um raio-x em outro hospital finalmente descobriram o objeto dentro dela, na verdade o médico perguntou se ela tinha uma tesoura em seu bolso, e depois disso foi fácil juntar as dores a tesoura. Ela planeja processar os médicos.

Na Índia os Doutores  Manubhai Pipalia e  Chintan Patel foram condenadas a pagar uma indenização a família de sua vítima depois que eles esqueceram um pano do tamanho de um guardanapo dentro de Tribhuvan Chauhan, que acabou morrendo em dezembro de 2009. Eles foram condenados a pagar 2.1 lakh ( 1 lakh é igual a 100.000) em rúpias a viúva e aos dois filhos de Chauhan.

Curtiu saber essa bizarrice toda? Então não deixe de visitar e curtir o nosso Facebook: Real World Fatos
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...