sábado, 18 de fevereiro de 2017

Conheça a origem de algumas superstições sobre sorte e azar

Superstições são crenças populares, que muitas vezes são pura baboseiras, mesmo assim muitas pessoas ao redor do mundo ainda acreditam nelas, então porque não descobrir de onde elas vieram?
Conheça a origem de algumas superstições que talvez você ainda acredite. E se você gostar dessa matéria sugiro que leia "A origem de ditados populares que você nunca soube".

Existe um dia do ano que é considerado azarento, a sexta-feira 13 pode cair em qualquer mês e atinge a todos sem discriminação, mas de onde veio esse mito? Na verdade ninguém sabe ao certo, o que se sabe é que não é exatamente o dia que é azarento, e sim o número 13.  
De acordo com uma lenda nórdica os deuses realizaram um banquete para 12 convidados, mas Loki, o Deus da mentira, apareceu sem ser convidado e armou uma briga em que morreu Balder, o favorito dos deuses. Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar.
Algum tempo depois a Igreja Católica ajudou a ferrar ainda mais as coisas quando eles tornaram a deusa nórdica Friga, cujo nome significa sexta-feira, em uma bruxa exilada para convencer as pessoas a se tornarem cristãs. Acredita-se que em algum momento a sexta-feira virou um dia ruim e o número 13 também, aí foi só juntar os dois.

Essa aqui é para os vovós e vovôs, dizem que se você abrir um guarda-chuva dentro de casa você sofrera de uma maré de azar. Acredita-se que a lenda venha do Egito Antigo quando apenas a realeza usava instrumentos similares aos guarda-chuvas para se proteger do sol. Muitos acreditavam que o guarda-chuva era um instrumento de conexão dos faraós com os deuses e, portanto, abrir um guarda-chuva em um lugar sem a luz do sol era considerado uma ofensa aos deuses.

Existem diversas explicações de porque passar debaixo de uma escada daria azar, a mais simples diz que a escada é símbolo da subida, da elevação e acesso social, então passar por baixo dela é afastar-se daquilo que progride. Uma explicação mais antiga diz respeito aos celtas, era muito comum que celtas colocassem escadas perto das forcas, por isso alguns acreditavam que os espíritos dos mortos ficavam "presos" no espaço da escada.

Dizem que se você quebrar um espelho você vai sofrer 7 anos de azar, essa crendice vem do fato que os antigos egípcios (e outros povos antes deles) acreditavam que os espelhos refletiam a sua alma, e eram instrumentos divinos que podiam até mesmo ver o futuro, por isso quebrar eles era muita má sorte.
Mas foram os romanos que introduziram os 7 anos de azar, eles acreditavam que demorava 7 anos para que a vida se renovasse, depois desse tempo seu corpo estaria novinho em folha. Sem contar que espelhos eram muito caros antigamente e quebra-los realmente seria um grande azar...para o seu bolso.

Quando alguém fala algo ruim é comum que ele bata na madeira para "desfazer" esse azar. A tradição vem do folclore germânico, eles acreditavam que os Dryad, seres parecidos com as ninfas, viviam nas árvores e podiam ser invocados para proteção quando as pessoas tocavam em suas casas.

Outro gesto comum de sorte são os dedos cruzados, que também são usados quando alguém está mentindo. A origem do ato é cristã, os antigos cristãos usavam seus dedos cruzados para invocar o poder de Deus e para se reconhecerem durante a perseguição romana. Na Inglaterra do século XVI, as pessoas continuaram a cruzar os dedos ao fazer o sinal da cruz, a fim de afastar o mal, e também quando as pessoas tossiam ou espirravam.

Nada diz boa sorte como uma ferradura de cavalo, existem duas grandes teorias sobre esse mito, a mais antiga diz que os celtas pregavam ferraduras em suas portas porque os espíritos ruins não gostam de ferro. A outra teoria  dá crédito a São Dunstan, um bispo de Londres que foi canonizado. Dunstan recebeu a visita de um homem que lhe pedia para trocar as ferraduras de seu cavalo, mas ele reconheceu que este homem se tratava do diabo. Dunstan então pregou ferraduras nos pés do próprio diabo e fez um acordo: concordou em retirar a ferradura, mas o fez prometer que jamais entraria em um lugar que tivesse uma ferradura pendurada na porta.

Gatos pretos dão azar, e ainda existem algumas pessoas mais "lerdas" que acreditam nisso até os dias de hoje. O mito vem da Idade Média quando a Igreja passou a matar inocentes a procura de bruxas, e os gatos pretos seriam seus bichinhos de estimação. Mas a sorte dos gatos vária de lugar para lugar, por exemplo no Reino Unido é sinal de sorte quando um gato preto se aproxima de uma pessoa.

A figa é um amuleto italiano, chamado Mano Fico, que também era usada pelos etruscos na era romana. Mano significa mão e Fico ou Figa é a representação dos genitais femininos, e era associado a fertilidade e erotismo. Na Itália este sinal era um gesto comum e muito grosseiro em séculos passados​​, semelhante ao dedo médio.
A figa chegou ao Brasil através da colonização europeia, e não demorou para ela ser incorporada às religiões afro-brasileiras como um símbolo de proteção contra espíritos e energias negativas. Segundo as crenças destas religiões, a figa é um amuleto que ajuda a "fechar o corpo" da pessoa contra as forças do mal, garantindo proteção aos seus portadores.
O trevo de quatro folhas é um sinal de boa sorte simplesmente por que ele é mais raro do que o de três. Um trevo em geral tem apenas três folhas, próprio nome indica isso, trevo vem de "Trifolium", que significa "três folhas". o que poucos sabem é que cada folha tem um significado, a primeira representa a fé, a segunda a esperança, a terceira o amor e a quarta a sorte.

Outro amuleto de boa sorte é o pé de coelho, essa crença tem várias origens, os celtas acreditavam que o pé só trazia sorte se o animal tivesse certas características, morresse de um certo jeito ou fosse calçado por uma certa pessoa, como por exemplo um caçador vesgo.
Acredita-se que na América do Norte a origem tenha sido um sistema afro-americano de magia conhecido como hoodoo. Outras especificações dizem que apenas o pé esquerdo de um coelho morto com um tiro em um cemitério trás sorte. Já outros dizem que, além disso, o coelho precisa ser capturado durante a Lua Cheia ou a Lua Nova ou em uma sexta-feira 13.

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