Seja bem-vindo a mais uma parte de nossa incrível série de matérias sobre os maiores guerreiros que já viveram, sejam eles humanos ou animais, aqui você vai descobrir a história de pessoas reais cujos feitos inacreditáveis os transformaram em lendas históricas.
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Vamos começar com Chris Kyle, o sniper americano cuja vida inspirou o filme indicado ao Oscar American Sniper, estrelado por Bradley Cooper. Mas é claro que o filme mentiu pra caramba sobre sua história, mesmo assim a de verdade ainda é incrível e você vai conhecer ela agora.
Christopher Scott Kyle nasceu em Odessa, Texas, o primeiro de dois meninos, ele era filho de Deby Lynn e Wayne Kenneth Kyle, um professor de escola dominical e diácono. O pai de Kyle comprou para seu filho seu primeiro rifle quando ele tinha apenas 8 anos de idade, algo comum nos E.U.A, e mais tarde uma espingarda, com a qual eles caçavam veados, faisões e codornas.
Kyle e seu irmão cresceram criando até 150 cabeças de gado de cada vez. Ele cursou o ensino médio em Midlothian, Texas, e depois de se formar, tornou-se profissional de rodeio e rancho, mas sua carreira de peão terminou abruptamente quando ele feriu gravemente seu braço.
Sem uma carreira para seguir, Kyle fez o que muitos americanos fazem nessas horas de desespero, ele se juntou ao exército. Ele foi para um escritório de recrutamento militar, e estava interessado em se juntar às Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Um recrutador da Marinha dos EUA, porém, convenceu-o a tentar, em vez disso, os SEALs. Inicialmente, Kyle foi rejeitado por causa dos pinos em seu braço, mas acabou recebendo um convite para o treinamento básico de demolição submarina/mar, ar e terra em Coronado, Califórnia, em 1999. Kyle surpreendeu a todos e mesmo machucado ele se formou com a Turma 233 em março de 2001.
Atribuído ao Time-3 da equipe SEAL, Kyle se tornou um sniper profissional, e com quatro turnos de serviço ele serviu em muitas batalhas importantes da Guerra do Iraque, algo inesperado para um iniciante. Seu primeiro tiro de longa distância foi feito durante a invasão inicial, quando ele atirou em uma mulher que estava carregando uma granada de mão junto a uma criança e se aproximando de um grupo de fuzileiros navais. Como ordenado, Kyle abriu fogo, matando a mulher antes que ela pudesse atacar. Mais tarde, ele declarou: "a mulher já estava morta. Eu estava apenas me certificando de que ela não levasse nenhum fuzileiro naval com ela. Estava claro que não apenas ela queria matá-los, mas ela não se importava com ninguém por perto que teria sido explodido pela granada ou morto no tiroteio. Crianças na rua, pessoas nas casas, talvez seu filho."
Kyle viria a matar mais pessoas com seu famoso rifle sniper, ele acabou surpreendendo os outros soldados, já que ele sozinho estava aparentemente matando mais do que outros times inteiros, e seus inimigos também notaram isso. Por causa de seu histórico como atirador durante sua missão em Ramadi, os insurgentes o nomearam como Shaitan Ar-Ramadi, "O Diabo de Ramadi", e colocaram uma recompensa de 20.000 dólares em sua cabeça, que depois foi aumentada para $ 80.000. Eles postaram cartazes destacando a cruz em seu braço como um meio de identificá-lo. Eles o queriam morto a todo custo.
Seu tiro mais famoso foi dado em 2008, quando o sniper notou que um sniper inimigo estava mirando em seus aliados, ele então resolveu que teria de matá-lo ele mesmo. Com seu rifle ele atirou de uma distância de 1,920 metros, e conseguiu matar o insurgente em um tiro que ele mesmo admitiu que foi "pura sorte".
Depois de sofrer atentados a sua vida e matar vários inimigos o soldado ficou conhecido como "The Legend", ou "A Lenda", entre a infantaria geral e fuzileiros navais que ele tinha a tarefa de proteger. O apelido se originou entre os SEALs de Kyle depois dele tirar uma licença sabática para treinar outros atiradores em Fallujah, e às vezes ele era chamado de "O Mito". Durante quatro turnos de serviço na Guerra do Iraque, ele foi baleado duas vezes e sobreviveu a seis detonações separadas de explosivos improvisados.
Kyle foi indiscutivelmente um dos melhores franco-atiradores da história do exército dos Estados Unidos, com um grande número de mortes confirmadas e não confirmadas. Acredita-se que ele tenha matado no mínimo 150 inimigos com seu rifle, um número que foi confirmado pelo Pentágono (o recorde americano anterior era 109). Mas no total ele pode ter matado até 255 soldados inimigos.
Em sua autobiografia, Kyle escreveu: "A Marinha me credita com mais mortes como atirador do que qualquer outro membro do serviço americano, passado ou presente. Eu acho que é verdade."
Ao fim de seus turnos Kyle ganhou a Estrela de Prata, a Medalha de Estrela de Bronze e a Medalha da Realização da Marinha e do Corpo dos Marines, ele foi dispensado com todas as honras depois de quatro tours de guerra.
Mas a história de Kyle não acabaria com o final feliz que muitos esperavam, depois de sair do exército ele e sua esposa se mudaram para o Texas e o ex-sniper virou um instrutor.
Em 2 de fevereiro de 2013, Kyle e seu amigo, Chad Littlefield, foram assassinados a tiros por Eddie Ray Routh no campo de tiro. Eddie também era um soldado, só que ele sofria de estresse pós-traumático, e para piorar ele era esquizofrênico. O grande sniper não morreu por mãos inimigas, mas sim pelas de seu próprio aliado.
Graças ao seu livro e filme a história de Kyle vai ser lembrada por muitos anos, e mesmo que muitos critiquem ela, não dá pra negar que como soldado ele se superou.