Chegou a hora de mais uma matéria onde nós falamos sobre criminosos que entraram para a história, hoje iremos falar do Maníaco do Parque, um assassino em série que aterrorizou nosso país durante os anos 90 e que deve sair da cadeia ainda essa década.
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| Governo do Estado de São Paulo, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons |
Francisco de Assis Pereira nasceu em Guaraci, São Paulo, em 29 de novembro de 1967, mas algumas fontes dizem que ele na verdade nasceu no dia 30. Segundo o próprio assassino sua infância teria sido cheia de abusos, inclusive ele teria sido estuprado por sua própria tia materna, algo que ela negou durante uma entrevista ao Folha de S. Paulo, onde ela chamou seu sobrinho de "louco" e disse que "o rabo do Satanás bateu na vida dele".
Ele era o filho do meio de três irmãos e sempre foi uma criança quieta. Ele gostava de se exercitar em parques andando de patins e bicicleta e também de atuar, participando até mesmo de exibições onde ganhou medalhas. Fora isso não tinha amigos, porque devido ao emprego de seu pai, sua família se mudava constantemente.
Ainda quando criança sofreu um acidente de patins, e teve sua cabeça perfurada por um galho, por anos especialistas debateriam se esse acidente causou danos ao seu cérebro e se isso estaria ligado aos seus futuros assassinatos. Devido a cirurgia que teve de fazer o garoto acabou repetindo um ano na escola.
Aos 8 anos de idade cometeu seu primeiro assassinato, matando um pássaro e tentando guardar seu corpo, devido a esse fato foi chamado de "monstro" por sua avó, o que teria lhe marcado profundamente.
Além disso seu pai trabalhava em um abatedouro e a criança acabou vendo vários animais sendo assassinados, ás vezes de maneira cruel, em sua frente, o que também teria lhe marcado. Segundo uma entrevista quando adulto ele gostava dos animais e sentia pena deles, mas admitiu que gostava de assistir eles morrerem.
Após tudo isso ele largou os estudos para servir ao exército, mas devido ao seu comportamento foi expulso. Além disso não conseguia ficar em um emprego por mais de 2 anos.
Já adulto, um patrão o teria seduzido, o que levou ao seu interesse em relações homossexuais, e uma gótica teria quase arrancado seu membro com uma mordida. Além da ocorrência de uma desilusão amorosa que segundo o futuro assassino "marcou sua vida".
Antes de se tornar um assassino Francisco já mostrava um comportamento superviolento, especialmente com Thayná, uma travesti que morou com Francisco por mais de um ano e que pagava as contas da casa, algo que humilhava Francisco. Segundo ela, ele lhe dava socos no estômago e tapas no rosto, e ainda sofria de dispareunia, que é uma dor presente durante o sexo, o que, segundo fontes, dificultava a consumação do ato sexual e lhe causava grande frustração. Além disso Francisco se envolvia em brigas de rua e voltava pra casa com vários machucados.
Ainda antes dele se tornar um serial killer, em 1995, uma menina de apenas 19 anos prestou queixa dizendo que um homem a havia forçado a entrar em um prédio, mas que ela havia conseguido escapar. Francisco foi detido, mas liberado rapidamente pela polícia por não ter antecedentes criminais.
Em 1998, ele foi intimado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para esclarecer a utilização de uma folha de cheque que ele utilizou para comprar um capacete novo em nome de Isadora Fraenkel, que estava desaparecida, mas ele foi liberado sem grandes problemas mais uma vez.
Ainda em 1998 dois corpos de mulheres foram encontrados em situações similares no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, em São Paulo. Nos dias seguintes outros corpos foram localizados, todos aparentemente assassinados da mesma maneira. Como os corpos foram encontrados em um parque a mídia passou a se referir ao assassino como "Maníaco do Parque".
Nessa época ele trabalhava como motoqueiro numa empresa próxima à delegacia que investigou os seus crimes. O proprietário da empresa relatou a atitude do funcionário que, dias antes da visita da DHPP, teria deixado um bilhete reportando sua súbita demissão.
Após os corpos serem descobertos a polícia começou a investigar antigos casos de estupro que não haviam sido propriamente investigados antes, e as vítimas de três desses casos acabaram fazendo um retrato falado de Francisco.
No dia anterior a um homicídio, ele cometeu um erro ao abordar uma garota em meio a um de seus episódios psicóticos, lhe dando até mesmo um cartão de visitas com o nome de Jean e com o telefone da empresa onde ele trabalhava. Ela relatou isso à DHPP, que contatou o telefone, o proprietário informou então a saída de Francisco, deixando apenas o jornal que demostrava seu retrato falado e um recado de despedida.
O proprietário ainda indicou a descoberta de um osso de costela bovina junto a um RG inserido na cerâmica do vaso sanitário dos banheiros da empresa. Estava ali a conexão de Francisco e sua primeira vitima oficial, Selma Ferreira Queiroz.












































