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4 de setembro de 2018

Guerras que começaram por motivos muito idiotas

Guerras podem ser travadas por vários motivos, talvez um país queira mais território, ou eles são de religiões diferentes, etc. Mas que tal travar uma guerra ao defender a honra de um camelo? Ou pelos direitos de comer bacalhau?
Confira agora algumas guerras que começaram por motivos unicamente estúpidos e bizarros. E claro, visite e curta o nosso facebook: Real World Fatos.

Prosper Marilhat, Domínio público, via Wikimedia Commons
A guerra de Basus começou com a morte de um camelo, só que o camelo pertencia a um homem que estava sob proteção de uma mulher chamada Al-Basus, e pra quem não sabe, matar um camelo de uma dama era uma falta de respeito sem igual na Arábia antiga. 
Como resultado do desacato as tribos primas de Taghlib e Bakr foram a guerra, mas o problema não foi resolvido tão rapidamente quanto eles provavelmente esperavam, eles lutaram por cerca de quarenta anos (de 494 até 534 EC) até que a guerra chegou ao fim. 
Em partes do mundo árabe de hoje, a Guerra de Basus foi incorporada em um aforismo alertando as pessoas contra os perigos da vingança.

CoventryAlbertWestfj.png:Kjallakr at en.wikipediaderivative work: Materialscientist, Domínio público, via Wikimedia Commons
A Guerra do Bacalhau, também chamada de Guerra do Bacalhau Islandês, foi uma série de confrontos nas décadas de 1950 e 1970 entre o Reino Unido e a Islândia, o motivo? Eles queriam saber quem tinha o direito de pescar bacalhau.
Em 1972, a Islândia declarou uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE) estendendo-se além das suas águas territoriais. Essa expansão causou diversos incidentes com barcos islandeses e britânicos. Como resposta, a Marinha Real Britânica deslocou navios de guerra para evitar conflitos entre os barcos pesqueiros dos dois países.
A disputa acabou em 1976 depois da Islândia ameaçar fechar uma base da OTAN em retaliação ao movimento de navios militares nas águas em disputa. O governo britânico cedeu e concordou que após o primeiro de dezembro de 1976 os navios britânicos não pescariam mais bacalhaus na área em disputa.

5 de dezembro de 2018

As 11 guerras mais idiotas e estranhas do mundo

Aqui no Real World Fatos você já viu diversas guerras que começaram por motivos idiotas e se transformaram em conflitos sérios, mas agora você vai ver guerras que podiam até ter um bom motivo pra começar, mas elas eram bizarras demais para se acreditar.
E quando você terminar de ler curta o nosso facebook!

Richard Dorsey Mohun (1865-1915), Domínio público, via Wikimedia Commons
Conheça a Guerra Anglo Zanzibar, enquanto outros países tinham a Guerra de Cem Anos ou até de Trezentos Anos, essa guerra em particular durou incríveis 38 minutos, sendo então a guerra mais curta da história moderna.
A causa do conflito foi a morte do sultão pró-britânico Hamad bin Thuwaini em 25 de agosto de 1896 e a subsequente sucessão ao trono do sultão Khalid bin Barghash. As autoridades britânicas preferiam Hamud bin Muhammed, mais favorável a eles como governante, e devido a um tratado era eles quem iriam escolher o novo sultão, eles então mandaram Khalid deixar o trono, algo que ele não fez, as coisas escalaram e a guerra foi anunciada.
Os britânicos tinham reunidos três cruzadores, dois navios de guerra, 150 fuzileiros navais e marinheiros e 900 zanzibaris na área portuária. Do outro lado cerca de 2.800 zanzibaris defenderam o palácio, a maior parte recrutados da população civil, embora estivessem inclusas também a guarda do palácio do sultão e várias centenas de seus funcionários e escravos.
A guerra foi tão curta que dá até para falar o que aconteceu bem detalhadamente: um bombardeio, que foi iniciado às 9h 2min, ateou fogo no palácio e neutralizou a artilharia de defesa. Uma pequena ação naval britânica afundou um iate real zanzibari e dois barcos menores, e alguns tiros foram disparados ineficazmente contra as tropas zanzibaris pró-britânicas à medida que estes se aproximavam do confronto direto. A bandeira do palácio foi abatida e o fogo cessou às 9h 40min.
As forças do sultão totalizaram aproximadamente quinhentas baixas, enquanto apenas um marinheiro britânico foi ferido. Khalid recebeu asilo no consulado alemão antes de escapar para Tanganica. Os britânicos rapidamente colocaram Hamud no poder. A guerra marcou o fim de Zanzibar como um estado soberano e o início de um período de forte influência britânica.

Willem van de Velde the Younger, Domínio público, via Wikimedia Commons
Você já ouviu falar da Guerra dos Cem Anos certo? Agora vamos falar da Guerra dos 335 Anos, e o mais estranho é que ninguém morreu nela.
A origem da guerra está na Segunda Guerra Civil Inglesa que durou 9 anos. Basicamente depois disso, em 1651, os Países Baixos e as Ilhas de Scilly (que são parte da Inglaterra) continuaram brigando porque as Ilhas não queriam pagar pelo estrago da guerra, uma nova guerra foi então declarada apenas contra as Ilhas, e não contra a Inglaterra inteira, até que em junho do mesmo ano a Ilha se rendeu e os holandeses foram embora sem disparar um único tiro, era o fim da guerra... ou quase isso, o problema é que ninguém assinou um tratado de paz, eles apenas se esqueceram que ainda estavam em guerra.
Isso durou até o ano de 1986 quando Roy Duncan, historiador e presidente do Conselho das Ilhas de Scilly, escreveu à embaixada holandesa em Londres para acabar com o mito de que as ilhas tinham entrado e ainda estavam em guerra com os Países Baixos. Imagina a surpresa dele quando a embaixada disse que aquilo não era um mito, e que tecnicamente falando eles ainda estavam em guerra 335 anos depois, já que ninguém assinou um tratado de paz.
O embaixador holandês foi então convidado a visitar as Ilhas onde um tratado oficial de paz foi finalmente assinado em 17 de abril de 1986. Ele se divertiu com toda a situação e até brincou que deve ter sido angustiante para os cingaleses "saber que poderíamos ter atacado a qualquer momento".
Mesmo a guerra tendo sido declarada sem nenhuma autoridade oficial ela não só é considerada a guerra mais longa da história, mas também a que produziu menos danos.