6 de março de 2021

Conheça agora mesmo os piores empregos de antigamente

Trabalhar hoje em dia é difícil, mas se olharmos para o passado veremos que isso não é nenhuma novidade. Antes das leis trabalhistas, das normas de segurança e da tecnologia moderna, a sobrevivência diária exigia encarar funções que hoje, para alguns, pareceriam pesadelos inacreditáveis.
Confira alguns dos piores trabalhos de antigamente nessa matéria a seguir.

Requested attribution: The Burns Archive, Domínio público via Wikimedia Commons
Como as sanguessugas eram amplamente utilizadas na medicina vitoriana para a prática da sangria (médicos e cirurgiões acreditavam que retirar sangue das pessoas curava diversas doenças), a demanda por esses animais era gigantesca.
Os coletores (frequentemente mulheres e pessoas de baixa renda) entravam em pântanos, lagoas e rios. Eles usavam as próprias pernas e braços para atrair as sanguessugas, esperando que elas se fixassem em sua pele para alimentarem-se do sangue e, em seguida, as retiravam para vender aos médicos.
Essa profissão era extremamente insalubre e perigosa, podendo causar anemia severa e infecções nos trabalhadores devido às múltiplas picadas diárias.

Annie Stebler-Hopf, Domínio público, via Wikimedia Commons
Nos séculos XVIII e XIX, a lei britânica só permitia a dissecção de corpos de criminosos executados. Como as escolas de medicina cresceram muito, a demanda por cadáveres superou a oferta legal. Foram aí que surgiram os "ressuscitadores", pessoas cujo "trabalho" era roubar cadáveres e vendê-los a futuros médicos.
Claro que alguns acabaram matando pessoas para vender seus cadáveres, como por exemplo 
William Burke e William Hare, que mataram 16 pessoas apenas para vender seus corpos.

unknwn, Domínio público, via Wikimedia Commons
Na Inglaterra do século XVII (e em várias partes da Europa), as autoridades contratavam pessoas para examinar os corpos dos falecidos nas cidades. O objetivo era identificar se a pessoa havia morrido de peste bubônica (procurando pelos "bubões", que eram os inchaços dolorosos nas virilhas ou axilas) ou de outras causas.
Esses examinadores eram normalmente pessoas pobres e sem outras opções que tinha de viver em isolamento total para não infectar outras pessoas. A expectativa de vida era muito baixa e por isso o emprego sempre tinha novas vagas para serem preenchidas.

Foto de Wesual Click na Unsplash
Na Inglaterra, País de Gales e Escócia (especialmente entre os séculos XVII e XIX), quando alguém morria sem ter confessado seus pecados, a família contratava um devorador de pecados (Sin-Eater). Um pão, e às vezes cerveja, eram colocado sobre o peito do falecido para "absorver" suas culpas e transgressões. O Sin-eater comia o pão e bebia o líquido na presença do corpo.
Acreditava-se que, ao fazer isso, ele absorvia ritualmente os pecados daquela pessoa, purificando a alma do morto para que ela pudesse ir para o céu.
Por carregarem "os pecados dos outros", esses homens eram vistos pela comunidade com horror, medo e desprezo. Eram considerados amaldiçoados e viviam isolados da sociedade, sendo chamados apenas nos momentos de morte em troca de alguns trocados e uma refeição.

WolfgangRieger, Domínio público, via Wikimedia Commons
A lã precisava ser limpa e tratada com amônia, e a melhor fonte de amônia na época era a urina humana. Então fazendeiros deixavam o tecido de molho em urina e depois pisavam nele para forçar o líquido a penetrar nas fibras e soltar a sujeira.
Na Roma Antiga, os trabalhadores encarregados disso eram chamados de fullones, que também recolhiam urina pública em vasos para usar em suas lavanderias.

Lobsterthermidor, Domínio público, via Wikimedia Commons
Na dinastia Tudor na Inglaterra (século XVI), o cargo era chamado oficialmente de Groom of the Stool (Servo da Banqueta/Bacio). A função principal era auxiliar o rei nas suas necessidades fisiológicas, limpar o monarca após ele usar o "trono" e monitorar suas fezes para avaliar a saúde real.
Embora soe como uma tarefa ingrata, ter acesso direto ao rei em momentos de extrema privacidade fazia do Groom of the Stool um dos confidentes mais próximos do monarca. Por conta disso, membros da alta nobreza disputavam essa vaga. 
Muitos que ocuparam esse posto acabaram se tornando conselheiros influentes, tesoureiros reais e administradores de finanças da casa real.

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