terça-feira, 5 de julho de 2016

A origem de ditados populares que você nunca soube #3

De onde vieram os ditados e expressões que você sempre falou? Quais deles você fala de maneira errada e nunca percebeu? Continue lendo e descubra mais sobre eles. Não deixe de ler a primeira e a segunda parte dessa matéria também.

"Dar com os burros n'água" significa tentar algo e falhar. A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros escoavam a produção de ouro, cacau e café, para isso eles precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros chegavam até a morrerem afogados.

"A dar com o pau" significa em grande quantidade, fartura. Acredita-se que a frase veio dos navios negreiros onde os negros capturados preferiam morrer durante a travessia do que sofrer o resto de suas vidas, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos, assim os marinheiros jogavam sopa direto no estômago deles. O pau também era usado para bater nos negros.

"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura" é a expressão usada para dizer que a persistência vence a dificuldade, ou seja, insista que você consegue. Acredita-se que foi o poeta Ovídio (43 a.C. -18 d.C.), autor de "'A arte de amar" e ""Metamorfoses"' que disse "A água mole cava a pedra dura", como o povo adora uma rima a frase logo foi mudada.

A expressão "acabou em pizza" quer dizer que um crime ficou sem punição e os culpados não foram responsabilizados. O termo surgiu no futebol, na década de 60, alguns cartolas palmeirenses se reuniram para resolver alguns problemas e, depois de 14 horas seguidas de brigas e discussões, estavam com muita fome. Assim, todos foram a uma pizzaria e simplesmente esqueceram o assunto. Depois desse episódio, Milton Peruzzi, que trabalhava no jornal Gazeta Esportiva, publicou a seguinte manchete: "Crise Do Palmeiras Termina Em Pizza". Daí em diante, a expressão pegou.

Cuidado com o que você fala, afinal "As paredes têm ouvidos". A expressão tem várias origens, os persas costumavam dizer "As paredes têm ratos, e ratos têm ouvidos". Já o escritor Geoffrey Saucer disse em um de seus contos "aquele campo tinha olhos, e a madeira tinha ouvidos". Esses provérbios vem do fato de que muitos castelos e palácios antigos tinham passagens secretas de onde as pessoas podiam espionar umas as outras.

É tão caro que vai "Custar os olhos da cara", a frase vem dos bárbaros que costumavam arrancar os olhos de seus prisioneiros, pois assim eles não se vingariam de ninguém.


"Dar de mão beijada" significa entregar algo a alguém sem nenhum pedido de retribuição. A expressão vem do fato de que diante dos papas, os reis e nobres primeiro beijavam a mão de Sua Santidade e em seguida, faziam suas ofertas, entregando à Igreja terras, palácios e outros bens.

Comprar "Gato por lebre" significa ser enganado, é que durante a guerra muitos comerciantes realmente vendiam carne de gato no lugar de lebre, para isso eles deixavam a carne felina na água temperada para disfarçar seu cheiro.

"Lua de mel" vem de Honeymoon. Na Irlanda, na Idade Média, os jovens recém-casados tinham o costume de tomar uma bebida fermentada chamada mead composta de água, mel, malte, levedo, entre outros ingredientes. O mel era considerado afrodisíaco e a bebida deveria ser consumida durante um mês (ou uma lua).

"Dor de cotovelo" representa o ciúme ou despeito por motivo de amor. A expressão vem da posição em que as pessoas normalmente costumam beber em bares, com um cotovelo apoiado na mesa. 

A expressão "Rasgar a seda" que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu possivelmente através da peça de teatro de Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe sua  intenção e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.

"Timtim por timtim" significa nos mínimos detalhes, a expressão é a onomatopeia do som de duas moedas se tocando,  em sua origem, a expressão era usada para se referir a uma conta ou dívida paga até a última moeda, paga nos últimos detalhes.


Embora a expressão "tirar água do joelho" seja brasileira, ninguém sabe ao certo de onde ela veio, mas a expressão para ir ao banheiro e se aliviar pode ter sofrido influência de dois procedimentos: a retirada médica do líquido sinovial do joelho (responsável por lubrificar a articulação) e a emenda de canos de água, popularmente conhecida como "joelho".


"Fazer uma vaquinha" significa juntar dinheiro, a frase veio da década de 20, quando a torcida do time carioca Vasco da Gama disse que caso o time vencesse, os atletas levavam 10 mil réis ou "um coelho" (animal correspondente ao número no jogo do bicho). No caso de vitória importante, o prêmio era 25 mil, ou uma "vaca".


A expressão "A cobra vai fumar" surgiu durante o inicio da Segunda Guerra Mundial, quando alguém (possivelmente um jornalista ou o presidente Getúlio Vargas) disse "É mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra". Quando a Força Expedicionária Brasileira entrou na Guerra eles usaram o simbolo acima como provocação. Hoje a expressão significa que problemas podem surgir.


"Segurar vela" significa estar sobrando. Dizem que antigamente empregados tinham de segurar uma vela para que os trabalhadores mais experientes pudessem trabalhar no escuro. Há quem diga ainda que isso se aplicava até na hora do sexo, quando o empregado era obrigado a ficar de costas para não ver o que seus patrões estavam fazendo.


Ser "Meia-tigela" significa ser ruim em algo. Na monarquia os empregados costumavam ganhar sua alimentação de acordo com o serviço que prestavam, se você fosse bom você levava uma tigela inteira de comida e se fosse ruim levava apenas meia-tigela.


Um lugar ruim é o "Quinto dos infernos", quinto é na verdade um imposto português da época do Brasil colonial que correspondia a 20% do ouro extraído. Quando os navios da Coroa chegavam os portugueses diziam: "Lá vem a nau dos quintos dos infernos", o inferno referido sendo o Brasil.

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