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5 de janeiro de 2018

Os maiores guerreiros do mundo animal #4

Guerreiros são feitos de coragem, não importa a idade, raça, e nem mesmo a espécie, existem muitos animais por aí que são heróis de guerra. Confira mais alguns dos maiores guerreiros do mundo animal, e se você preferir humanos, veja os maiores guerreiros do mundo bem aqui.

Domínio público
Não precisa ser um cão para se tornar um herói de guerra, mas o que um gato pode fazer no campo de batalha? Ele não pode morder igual os cães, os soldados não podem atear fogo em seu pelo igual os macacos, e ele nem ao menos serve para servir de alvo para treinos, então o que ele faz? Simples, ele caça ratos.
Pfc. Hammer é um simples gatinho nascido no meio da guerra do Iraque, um dia ele acabou entrando na tenda de soldados americanos, normalmente eles se livrariam do gato ali mesmo, mas alguém preferiu tomar outro caminho. Os dois irmãos de Hammer fugiram mas ele resolveu fazer da sede local o seu novo lar.
Segundo os soldados o trabalho de Hammer era simples porém muito importante, ele tinha a habilidade de afastar ratos das tendas e principalmente da cozinha, se um roedor acabasse infectando a comida, vários soldados ficariam fora da guerra por muito tempo, tempo o suficiente para eles perderem as batalhas.
Hammer foi adotado oficialmente e durante bombardeios um dos soldados "guardava" ele dentro de seu colete para maior proteção. O gato também tinha outra profissão, ele era um "animal de stress" ou seja, ele ajudava a desestressar os soldados e prevenir problemas mentais.
Hammer nunca foi condecorada porque animais do exército não são mais considerados seres vivos como no passado, eles agora são "equipamento militar", isso também queria dizer que quando os soldados voltassem para casa, ou eles teriam de abandonar o gato ou matá-lo. Pensando nisso o Sgt. Rick Bousfield mandou um e-mail a uma organização protetora dos animais chamada Alley Cat Allies pedindo ajuda a eles, ele queria que o gato voltasse aos E.U.A junto com o resto da tropa. A organização achou o e-mail comovente e resolveu ajudar, eles se juntaram a outra organização chamada Military Mascots e com o dinheiro de doações e seu próprio fundo monetário eles pagaram todas as despensas para trazer o gato, até mesmo as médicas, mesmo assim o gato teve de ser castrado no Kuwait e também vacinado antes de voltar de avião.
Hoje Hammer vive com a família de Bousdield e 5 outros gatos, eles não se deram bem no começo mas agora parece que o gato finalmente arranjou um lar de verdade.

12 de outubro de 2016

Os maiores guerreiros do mundo

Guerras sempre entram para a história, e junto com elas vem os guerreiros, desde os espartanos até os samurais, esses soldados sempre inspiraram o público com suas histórias incríveis, então conheça agora mesmo alguns dos maiores guerreiros que já viveram.

Colin Smith/Harald Hardrada, CC BY-SA 2.0 DEED
Todo mundo conhece os vikings, e Harald Hardrada era "O Viking", nascido na realeza desde pequeno Harald treinou com armas, principalmente com sua espada que virou sua arma icônica.
Em 1030, com apenas 15 anos de idade, Harald foi para o campo de batalha, onde quase morreu, mas conseguiu escapar junto com outros poucos homens. Eles partiram em exílio para as terras de Yaroslav I, também chamado de O Sábio, que os acolheu já que sua esposa Ingegerd era parente distante de Harald. Em pouco tempo Harald foi nomeado chefe de defesa e ajudou Yarolasv a manter a segurança contra os inimigos.
Graças ao seu carisma e ótima liderança, em pouco tempo Harald havia montado um pequeno exército de 500 homens, dispostos a lutarem até a morte por seu líder.
O Viking então partiu para Constantinopla, capital do Império Bizantino, que tinha a Guarda Viking Varangian, um pequeno exército de elite que na época era o mais temido do mundo. Em pouco tempo Harald fez fama, nenhum inimigo se salvou dele, suas façanhas nas batalhas foram tão grandiosas que viraram temas para canções e lendas. Embora a Guarda Varangiana se destinasse principalmente a funcionar como guarda-costas do imperador, Harald foi descrito como lutando em "quase todas as fronteiras" do império.
Ele primeiro viu ação em campanhas militares contra piratas árabes no Mar Mediterrâneo, e depois em cidades do interior da Ásia Menor/Anatólia que apoiaram os piratas. Nessa época, ele havia, de acordo com Snorri Sturluson (um historiador, poeta e político islandês do século XII), se tornado o "líder de todos os varangianos".
Em 1035, os bizantinos expulsaram os árabes da Ásia Menor para o leste e sudeste, e Harald participou de campanhas que foram até o leste até o rio Tigre e o rio Eufrates na Mesopotâmia, onde, de acordo com seu skald (poeta) Þjóðólfr Arnórsson, participou na captura de oitenta fortalezas árabes, um número que os historiadores Sigfus Blöndal e Benedikt Benedikz não veem razão para questionar. Embora ele provavelmente não tivesse o comando independente de um exército como as sagas sugerem, não é improvável que o rei Harald e os varangianos às vezes pudessem ter sido enviados para capturar um castelo ou cidade por conta própria. Durante os primeiros quatro anos do reinado do imperador bizantino Miguel IV, o Paflagônio, Harald provavelmente também lutou em campanhas contra os pechenegues.
Ainda de acordo com seu skald Þjóðólfr Arnórsson, Harald participou de dezoito grandes batalhas durante seu serviço bizantino. A preferência de Harald na corte imperial, porém, diminuiu rapidamente após a morte de Miguel IV em dezembro de 1041, que foi seguida por conflitos entre o novo imperador Miguel V e a poderosa imperatriz Zoe.
Muitos anos depois (e muitas títulos conquistados) Harold voltou pra casa e passou a dominar sentado no trono de sua família, mas ele queria mais, ele queria a Dinamarca inteira, mas o novo Rei se esqueceu de um pequeno detalhe: nem todos os seus guerreiros eram habilidosos igual ele, assim ele perdeu a batalha contra a Dinamarca e se voltou para a Inglaterra, sua batalha começou bem, a primeira vitória foi dele, mas ele ficou muito confiante e seu exército caiu em uma armadilha, seus homens foram dizimados, mas o Viking não se rendia, Harald pegou suas armas e partiu para a luta.
Harald foi derrotado e morto em um ataque surpresa pelas forças de Harold Godwinson na Batalha de Stamford Bridge em 25 de setembro de 1066, que destruiu quase todo o seu exército.
O cara era tão importante que os historiadores modernos consideram frequentemente a morte de Harald, que pôs fim à sua invasão, como o fim da Era Viking.

Domínio público
Os feitos de Leônidas de Esparta sempre foram considerados incríveis, mas ele ficou mais conhecido depois do filme 300 ser lançado, mas claro que Hollywood mentiu muito sobre sua história, então agora você vai conhecer a verdadeira.
Leónidas I nasceu na linhagem Agiad, filho do Rei Anaxandridas II de Esparta, Leónidas e seu possível irmão gêmeo Cleômbroto não foram os primeiros a nascer da linhagem da realeza, então eles não deveriam ser reis, na verdade  Leônidas nem ao menos participou do Agogo, a escola espartana que ensinava combate e educação a crianças.
Mesmo assim Leônidas se mostrou um grande guerreiro e até (segundo algumas fontes) venceu a Batalha de Sepeia. Durante muito tempo ele lutou por Esparta em diversas ocasiões, até que seu irmão mais velho acabou sendo deposto do trono por estar louco, assim, para a surpresa geral, Leônidas assumiu o trono no ano de 491 a.C.
Mas o que realmente tornou o espartano um guerreiro lendário foi a Batalha de Termópilas. Em 481 a.C. os persas, liderados por Xerxes, queriam invadir a Grécia, Leônidas não ia se render e declarou guerra aos persas. O filme mostra que Leónidas levou apenas 300 espartanos para a guerra, mas na vida real além desses espartanos o Rei contou com o apoio de outros 6.700 homens, com um total de 7.000 guerreiros. Mesmo assim ele estava em grande desvantagem, o exército persa era gigante, algumas fontes indicam que ele tinha em média 200.000 soldados, mas na época, devido a boatos, os gregos acreditavam que os seus inimigos tinham pelo menos 2 milhões de homens.
Ir a guerra era suicídio, mas os espartanos nunca desistiam de uma batalha e Leônidas foi a guerra junto com eles. Como seu exército era menor o Rei usou sua inteligência contra Xerxes, e posicionou seu exército em um desfiladeiro, assim os seus inimigos só poderiam atacar com um número reduzido de guerreiros por vez.
A batalha se iniciou de verdade no quinto dia da guerra. Os espartanos foram muito bem, mataram cerca de 10.000 inimigos (incluindo dois irmãos de Xerxes), mas a guerra ainda era suicídio, então Leônidas ordenou que seus aliados fugissem enquanto ele e sua guarda pessoal ficavam para trás, alguns fugiram mas os Hilotas e Téspias ficaram ao lado dos espartanos.
No final da batalha os persas conseguiram atacar o exército de Leônidas pela frente e por trás, não tinha como eles vencerem, mas os espartanos lutaram bravamente até o final, o Rei morreu e 400 Thebans se renderam a Xerxes.
O corpo do espartano foi recuperado por seu povo antes que Xerxes o decapitasse e crucificasse, assim o Rei virou uma lenda entre os guerreiros, até mesmo diziam que ele era descendente de Hércules.

Domínio público
Miyamoto Musashi é considerado um dos maiores espadachins que já viveu, fundador do estilo de luta com duas espadas chamado Niten Ichi Ryu e escritor do tratado sobre artes-marciais conhecido como o Livro dos Cinco Anéis, o cara era tão bom com uma espada que muitos diziam que ele não era humano e tinha poderes sobrenaturais.
Nascido em uma aldeia simples, Musashi viveu num período histórico de transição do Japão, os tradicionais métodos dos samurais eram aos poucos substituídos por armas de fogo, mas o guerreiro preferia as espadas e simbolizou o auge do bushido (caminho do guerreiro), no qual um homem com uma espada na mão representava o máximo da realização individual. 
De acordo com algumas fontes aos sete anos ele teve de fugir depois de seu pai ameaçar sua vida, ele então foi viver com seu tio. Aos treze anos travou seu primeiro duelo, vencendo o já famoso espadachim Arima Kihei, o que ajudou a lhe dar fama de ótimo guerreiro.

Aos 15 anos ele virou um ronin (guerreiro sem mestre) e passou a vagar pelo Japão em busca de novos duelos, visitando as melhores escolas de artes marciais que existiam, mas ninguém era páreo para Musashi. Aos 17 ele possivelmente entrou no exército, mas os registros não falam exatamente qual foi sua função.
Aos 22 anos derrotou os mestres da escola Yoshioka em duelos, e segundo relatos ele também derrotou todos os 30 alunos no que ficou conhecido como Batalha do Pinheiro. Se tornou então um Kensei (Santo da Espada).
Depois de um tempo Musashi já tinha ganhado mais de 60 duelos, até que Sasaki Kojiro, outro espadachim mortal com muitas vitórias o desafiou, a luta entre os dois parou o Japão e muitos compareceram para assistir o duelo. Por incrível que pareça a batalha não durou muito, Musashi ganhou em poucos minutos.
Depois dessa luta fantástica o Ronin decidiu se aposentar porque não existia ninguém no Japão que pudesse enfrentá-lo, virou eremita, se recolheu a uma caverna, onde dedicava seu tempo às artes, que incluíam pintura, desenhos e a literatura, também escreveu livros.
No fim de sua vida Musashi se desfez de todos seus bens, escreveu um pequeno manuscrito e esperou a morte em sua caverna. Dizem que ele morreu de joelhos segurando sua espada, muito provavelmente de câncer de pulmão, e assim morreu o espadachim invencível. 

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12 de novembro de 2016

Dicas para Blogger 15 - Palavras-chaves do blog

Para quem não sabe as palavras-chaves são as palavras pesquisadas no Google ou qualquer outra ferramenta de busca que acabam levando as pessoas a acessar os sites. Basicamente você não precisa fazer muito para que seu blog tenha elas, basta escrever suas matérias normalmente. E não se assuste se as palavras-chave não tiverem nada a ver com seu blog, isso é muito comum.
Normalmente as principais palavras chaves de um blog são seu título ou a sua URL, mas se você quiser checar a lista completa sugiro que utilize o Google Search Console (search.google.com) do seu site na seção "Resultados da Pesquisa".
As palavras que você vai ver a seguir foram usadas para acessar esse site aqui, o Real World Fatos, junto com elas você pode conferir a matéria que eles acessaram.

Mostra imagem do correio de angola - Link (Curiosidades sobre países #8)

Ligre - Link (Animais Híbridos)

aleira avendaño, aleira avendano 2015 - Link (Conheça a modelo Aleira 
Avendaño e sua cintura impressionante)

Darth Vader - Link (Várias matérias)

Kof 94 - Link (The King of Fighters vai virar duas séries diferentes)

natal - Link ( Várias matérias)

aparência de lucifer - Link (Qual a aparência de Jesus e Lúcifer?)

batman costume evolution - Link (Veja a evolução completa do Batman, dos quadrinhos aos filmes)

carros classicos marcas - Link (Carros clássicos VS modernos)

curiosidades sobre filmes - Link (Várias matérias)

curiosidades sobre o final de avatar - Link (várias matérias)

discurso em portugues de di caprio no oscar - Link (Confira o discurso 
de Leonardo DiCaprio ao ganhar o Oscar (legendado)

mais desenhos 3d - Link (Várias matérias)

filhos dos super herois - Link (Filhos de super-heróis e vilões que 
você não conhecia)

sesión de fotos eva con serpiente - Link (Curiosidades sobre a Bíblia)

Hunza - Link (A verdade sobre Hunza, o povo que não envelhece)

billy ocean moonwalk - Link (Quem inventou o Moonwalk?)

frases de biscoito da sorte engraçadas - Link (As mensagens mais engraçadas encontradas em biscoitos da sorte)

armas samurais - Link (Conheça todas as armas usadas pelos samurais)

armas do velho oeste - Link (Conheça todas as armas usadas pelos cowboys do Velho Oeste)

marcus cassius scaeva - Link (Os maiores guerreiros do mundo #7)

codigos gay - Link (Conheça os códigos secretos da comunidade LGBT+)

guardiões do cosmo - Link (Guardiões do Cosmo, conheça a versão americana de Cavaleiros do Zodíaco)

armas vikings - Link (Conheça todas as armas usadas pelos vikings)

armas dos gladiadores - Link (Conheça todas as armas usadas pelos gladiadores)

raças de gatos extintas - Link (várias matérias)

misturado raça - Link (várias matérias)

piores musicas do mundo - Link (As 20 piores músicas já feitas na história do mundo)

evolução da lamborghini - Link (Veja a evolução completa da marca Lamborghini)

peixe que anda - Link (Veja o peixe que anda fora d'água)

arma de pirata - Link (várias matérias)

desenhos que foram censurados - Link (Conheça alguns desenhos que foram censurados)

sobremesas estranhas - Link (As sobremesas mais estranhas e bizarras do mundo)

cameron todd willingham - Link (Conheça a história de alguns inocentes que foram para a cadeia)

maiores nomes do mundo - Link (As pessoas com os maiores nomes do mundo)

perfil engraçado tinder - Link (várias matérias)

contos bizarros - Link (Confira como eram os macabros e bizarros contos de fadas originais)

demolidor tartarugas ninja - Link (várias matérias)

29 de maio de 2021

Os maiores guerreiros do mundo animal #5

Quem disse que a coragem é exclusiva dos humanos? Existem muitos animais por aí que deixam as pessoas para trás quando o quesito é ser um herói.
Confira mais alguns dos maiores guerreiros do mundo animal nessa aclamada série de matérias. E se você não gostar de animais ou estiver curioso, clique aqui e veja os maiores guerreiros humanos que já viveram.

Domínio público
Cher Ami não foi o único pombo a fazer fama na guerra, conheça G.I Joe, o pombo correio que salvou a vida de mais de 1000 soldados durante a Segunda Guerra Mundial.
Não existem muitas informações sobre o passado de Joe, naquela época usar pombos correios era muito comum e eles não perdiam tempo catalogando todos eles porque a maioria iria morrer ou se perder. O pombo de rosto branco tinha uma missão simples, ele ia para a guerra com os soldados e se eles precisassem mandar uma mensagem para a base eles soltavam o pombo com um bilhete. Ao contrário do que muita gente acredita pombos correios só entregam mensagens para um lugar, eles não vão para qualquer lado.
Tudo ia relativamente bem na vida de Joe, que embora fosse americano estava no regimento britânico, que por sua vez estava eliminando os nazistas-fascistas da Itália, eles faziam um bom trabalho, talvez bom até demais.
Durante a Campanha italiana da Segunda Guerra Mundial, G.I. Joe estava indo para a Vila de Calvi Vecchia, na Itália, com as tropas britânicas da 56ª Divisão de Infantaria (Londres), os faci-nazistas estavam ocupando o lugar e mais de 1.000 soldados aliados foram enviados para recuperar e libertar a vila. O problema é que como medida de segurança os americanos planejavam bombardear a vila caso os ingleses perdessem a batalha.
Os yankees aparentemente não tinham fé nos britânicos, antes mesmo da batalha terminar eles já tinham autorizado o bombardeio para a vila, mas no último instante os ingleses venceram, e eles libertaram a vila, na verdade o que aconteceu é que os alemães fugiram mais cedo do que o esperado. Rapidamente eles foram avisar os americanos para não jogar as bombas já que agora a cidade estava livre de nazistas... mas seu rádio estava morto.
Agora havia batido o desespero, os americanos iam bombardear 1.000 de seus próprios aliados achando que eles eram nazistas, a única esperança do povo era aquela ave rechonchuda de penas claras.
Uma mensagem para parar o bombardeio foi amarrada em G.I Joe, que agora tinha de voar para sua base mais rápido do que os aviões americanos voariam para a vila onde estavam os soldados. Para a surpresa de todos os envolvidos o pombo conseguiu voar 32 Km (20 milhas) em apenas 20 minutos, é como se ele soubesse que todos os soldados morreriam caso ele falhasse. O plano funcionou, o bombardeio foi cancelado e a ave salvou sozinha a vida de mais de 1.000 soldados aliados.
Em 4 de novembro de 1946, G.I. Joe recebeu a Medalha de Dickin por Galanteria Animal dada pelo major-general Charles Keightley na Torre de Londres, a citação o credita com o voo mais excepcional feito por um pombo do Exército dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. G.I. Joe era o 29º e o primeiro receptor não-britânico da medalha.
Depois da guerra todos concordavam que o pombo merecia uma aposentadoria, ele foi alojado no Churchill Loft do exército dos EUA em Fort Monmouth, em Nova Jersey, juntamente com outros 24 pombos heroicos. Ele morreu nos Jardins Zoológicos de Detroit aos 18 anos, ele foi empalhado para ser exposto no Museu de Eletrônica das Comunicações do Exército dos EUA em Fort Monmouth, onde todos poderiam saber de sua magnifica história.

22 de março de 2019

Os maiores guerreiros do mundo #7

Seja bem-vindo a mais uma parte de nossa incrível série de matérias sobre os maiores guerreiros que já viveram, afinal enquanto humanos viverem as guerras continuarão a ser parte da história do mundo.
Confira nessa matéria a história de mais alguns dos maiores guerreiros que já viveram. E se você quiser conhecer os maiores guerreiros animais que já viveram (sim, estamos falando de cães, macacos, pombos e até elefantes) clique aqui e se entretenha.

Rijksmuseum, CC0, via Wikimedia Commons
Vamos começar com o romano Marcus Cassius Scaeva, um centurião que fez parte do exército do famoso e infame Júlio César. Você já viu a história de César na quinta parte dessa série de matéria (e se não viu clique aqui e veja agora), mas César nunca teria chegado aonde chegou sem aliados, e Marcus Cassius era um deles.
Honestamente pouco se sabe da vida de Marcus antes dele se juntar ao exército romano, isso significa que ele não era ninguém importante e era filho de um zé ninguém. Sabe-se apenas que um de seus hobbies aparentemente era lutar contra gladiadores profissionais.
Marcus serviu nas linhas de frente durante as batalhas de César na Gália e na Alemanha. Um dia, César decidiu que iria navegar até a ilha da Grã-Bretanha para aumentar o seu império ainda mais, e Marcus estava na Legião que foi mandada para lá. Ele e seus homens desembarcaram na praia, mas nada de importante estava acontecendo ali, por isso enquanto seus companheiros montavam um acampamento Marcus e mais alguns soldados ficaram de vigia.
Assim que seus aliados desapareceram seus inimigos apareceram e Marcus ainda estava de guarda, seus inimigos bretões atiraram dardos, mas o guerreiro conseguiu bloquear a maioria deles com seu escudo. Seus inimigos decidiram partir para o mano a mano mas o romano não era nenhum novato.
Segundo relatos durante a batalha seu capacete foi derrubado, seu escudo foi destruído e ele quebrou a lança no abdome de alguém que ele estava no processo de empalar. Desarmado, ferido e sem armadura, Marcus de alguma forma conseguiu escapar e fugiu de volta para o acampamento de César, deixando vários mortos em seu rastro. Ao chegar até César ele implorou perdão por perder seu equipamento e não ter a coragem de morrer valentemente como um homem no campo de batalha. César, para a surpresa de Marcus, o promoveu ao posto de centurião.
Quando Júlio César participou da Batalha de Dirráquio em 48 a.C, a Corte de Cassius tinha cerca de 480 homens, e eles foram encarregados de defender um portão pequeno, frágil e improvisado. Os legionários fizeram o que lhes foi ordenado, mas eles devem ter se surpreendido muito quando viram que a legião de soldados pompeianos, os seus inimigos, tinha cerca de 6.000 homens.
Marcus pessoalmente levou o ataque aos inimigos mesmo com as chances de vitória sendo nulas, foram tantos cortes que sua espada ficou cega no meio da batalha forçando ele a usar sua faca, mais uma vez os inimigos atiraram dardos e ele pegou a maioria com seu escudo, depois vieram flechas e ele pegou a maioria... mas não todas.
No meio da batalha uma flecha atravessou o seu olho esquerdo lhe deixando permanentemente cego, seus soldados provavelmente acharam que a batalha estava no fim, mas Marcus tinha outros planos, ele mesmo arrancou a flecha de seu olho, deu um grito de guerra e mandou seus homens avançaram, ele passou a lutar com mais raiva e violência, matando vários inimigos e deixando outros em péssimo estado.
Finalmente, após mais de uma hora de combates ferozes, a perda de sangue finalmente afetou o guerreiro. Ele desmaiou, caiu de joelhos e lutou para ficar de pé. As legiões inimigas, vendo que o comandante estava mais morto do que vivo, pediram uma pausa na luta e para ele se render, mas ele recusou. Além da flecha em seu olho outras duas flechas o atingiram, uma na garganta e outra no joelho.
A luta chegou ao fim, Júlio César venceu seu inimigo em outra batalha, e Marcus surpreendentemente ainda estava respirando, mas em péssimo estado. Ele foi promovido ao posto de Primus Pilus, o ranking de centurião mais alto da Legião, e recebeu um presente de 200.000 sestércios. Sua corajosa corte recebeu um pagamento dobrado pelo resto da vida.
Não se sabe muito sobre Marcus depois dessa grande batalha, sabe-se apenas que quando César foi assassinado ele lutou para vingar seu antigo chefe na Batalha de Áccio em 31 a.C.
Acredita-se que ele tenha morrido pouco tempo depois dessa batalha. Sua história não ficou tão famosa quanto outros guerreiros dessa lista, mas ele já apareceu em livros de história e diversas listas de maiores guerreiros que já viveram, muitos o apelidaram de "o romano mais durão da história".

23 de março de 2018

Os maiores guerreiros do mundo #5

As guerras sempre vão ficar marcadas na história do mundo, mas os guerreiros que perderam suas vidas por elas normalmente são esquecidos.
Confira a 5° parte dessa série de matérias e descubra mais algumas histórias sobre os maiores guerreiros que já viveram na nossa história. E se você quiser ver os maiores guerreiros animais, clique aqui e se emocione. 

Domínio público
Você já deve ter ouvido falar de Spartacus, afinal sua vida já virou livro, série e filme, mas agora você vai conhecer a história do guerreiro verdadeiro, embora de uma maneira mais resumida e fácil de entender.
Chamado no Brasil de Espártaco, pouco se sabe do passado do guerreiro, o que significa que ele era um zé-ninguém, filho de ninguém importante. De acordo com alguns livros escritos sobre ele na época ele era um Trácio, um povo indo-europeu.
A história de Spartacus começou com o pé errado, ele foi capturado e transformado em um escravo, como o guerreiro já mostrava sinais de ser um lutador ele foi mandado para uma escola de gladiadores, onde se tornou um peso-pesado, seu destino agora era lutar possivelmente até a morte para o entretenimento dos romanos, mas ele não queria acabar assim.
Em 73 a.C Spartacus estava entre os 70 escravos que planejavam uma rebelião, todos queriam a liberdade mas sabiam que só conseguiriam isso juntos. Eles estavam em menor número e desarmados, por isso tiveram de roubar utensílios de cozinha para usar como armas, eles lutaram até a escola de gladiadores onde finalmente roubaram armas de verdade.
Os romanos não gostaram da rebelião e mandara legiões para caçar e matar os escravos, para a surpresa geral eles perderam todas as vezes. Spartacus e seus amigos passaram a recrutar mais escravos e montaram uma posição defensiva no Monte Vesúvio.
Uma vez livres, os escravos gladiadores escapados escolheram Spartacus e dois escravos gauleses (Crixus e Oenomaus) como líderes.
Os romanos já tinham outras guerras acontecendo e por isso ignoraram a rebelião por um tempo, até que eles mandaram Gaius Claudius Glaber lidar com eles, o pretor sitiou Spartacus e seu campo no Monte Vesúvio, esperando que a fome forçasse eles a se renderem. Eles ficaram muito, mas muito surpresos quando Spartacus, que tinha feito cordas de videiras, desceu o lado do vulcão com seus homens e atacou o acampamento romano na retaguarda, matando a maioria deles.
Os rebeldes também derrotaram uma segunda expedição, quase capturando o comandante, matando seus tenentes e aproveitando o equipamento militar. Com esses sucessos, mais e mais escravos reuniram-se para as forças espartaquistas, os pastores da região também se juntaram a eles. Spartacus ficou conhecido como um ótimo estrategista, o que fez com que muitos pensassem que antes de ser escravo ele era militar. Os escravos treinaram por todo o inverno, e divididos em dois grupos expandiram seu território consideravelmente.
Agora os romanos estavam putos da vida, eles tinham perdido de lavada para escravos e fazendeiros, o Senado escolheu Marcus Licinius Crassus, o homem mais rico de Roma (e também o único voluntário para o cargo) a acabar com a rebelião. Crassus foi encarregado de oito legiões, aproximadamente 40 mil soldados romanos treinados que ele tratou com uma disciplina áspera, mesmo brutal, revivendo a punição da decimação de unidade. Quando Spartacus e seus seguidores, que por razões pouco claras recuaram para o sul da Itália, se mudaram para o norte novamente no início de 71 a.C, Crassus desdobrou seis de suas legiões nas fronteiras da região e as separou em duas outras legiões para manobrar atrás de Spartacus.
Spartacus fez um acordo com piratas cilicianos para transpor cerca de 2.000 de seus homens para a Sicília, onde ele pretendia incitar uma revolta de escravos e reunir reforços... e esse foi seu grande erro, confiar em outras pessoas. Ele logo foi traído pelos piratas, que tomaram o pagamento e depois abandonaram os rebeldes. Fontes mencionam que houve tentativas de balsas e construção naval pelos rebeldes como meio de escapar, mas que Crassus tomou medidas não especificadas para garantir que os rebeldes não pudessem atravessar a Sicília e seus esforços foram abandonados. Os ex-escravos agora não tinham nada.
Spartacus tentou negociar com Crassus, afinal ele só queria liberdade, nada demais. Porém Crassus não concordou e Spartacus fugiu literalmente para as montanhas, eles foram perseguidos e lutaram, e lutaram, e lutaram até quase todos os escravos serem assassinados pelos romanos. 
Spartacus caiu em batalha em 71 a.C, sua coragem inspirou centenas, e sua disciplina salvou a vida de muitos homens que morreriam na escravidão. A vida de Spartacus ficou famosa, virou livros, virou séries, filmes e até times de diversos esportes. mas o que provavelmente ajudou a cimentar a sua lenda foi o fato de que seu corpo nunca foi encontrado pelos romanos, muitos acham que ele possa ter sobrevivido a batalha e ter levado uma vida melhor longe da escravidão.

13 de agosto de 2020

Os maiores guerreiros do mundo animal #9

De cães e gatos, até macacos, burros e elefantes, não existe um animal que possa ser adestrado que não tenha sido usado por humanos em suas guerras, mas alguns desses bichinhos se superaram no quesito habilidade e entraram para a história como grandes guerreiros, confira agora a história de mais alguns deles.
E caso goste da matéria clique aqui e leia essa série de matérias desde a primeira parte (incluindo guerreiros humanos). E se você quiser saber ainda mais sobre pessoas que viraram lendas, leia nossa nova série de matérias sobre os maiores criminosos (e policiais) do mundo, clicando aqui.

Attributed to Louise Hollandine of the Palatinate, Domínio público, via Wikimedia Commons
Vamos começar com Boy, ou Pudol, ou Boye, ou Puddle, bom... o cachorro tinha muitos nomes isso é certo, mas sua vida entrou para a história e você vai ler ela agora.
Para ficar mais fácil de entender vamos chamar o cachorro apenas de Boy, ele era um poodle branco que foi dado de presente ao famoso guerreiro Rupert do Reno (cuja vida nós já cobrimos na matéria "Os maiores guerreiros do mundo #9" caso você queira ler ela também). 
Boy foi dado ao ex-príncipe Rupert quando este foi preso na fortaleza de Linz durante a Guerra dos Trinta Anos. O conde de Arundel, um inglês que se tornou amigo do carismático Rupert, deu a ele o animal para lhe fazer companhia durante o confinamento. O cão era de uma raça rara de poodle branco de caça, na verdade provavelmente haviam dois poodles, um preto e um branco. O preto foi perdido no início da guerra, foi o sobrevivente branco que se tornou uma lenda. Como já vimos o cão era chamado por muitos nomes, mas principalmente de Boy, ou "Garoto", embora, curiosamente, ele talvez fosse fêmea. 
Onde quer que Rupert fosse, Boy o seguia bem de perto, incluindo pra guerra, o cão tinha visto mais morte e corpos do que muitos humanos, mas continuava leal a Rupert.
A fama de Boy era tanta que propagandas da época diziam que Rupert era um bruxo e que Boy era seu familiar, um cachorro bruxo que pegava balas com a boca e tinha poderes de magia negra que ele usava para ganhar suas batalhas, alguns até diziam que ele era o Diabo disfarçado. Tudo baboseira, mas Boy era suficientemente impressionante e famoso em toda a Europa, tanto que o sultão otomano da época, Murad IV, solicitou que seu embaixador tentasse encontrar para ele um animal semelhante ao poodle.
Com o passar dos anos a fama de Boy só crescia, ele agora não era só um cão bruxo, ele também era uma mulher que havia sido transformada em cão, podia encontrar tesouros, era invulnerável a ataques inimigos, era vidente e podia mudar de corpo igual um metamorfo.
Se o cão pudesse ler ele provavelmente se mataria de dar risada, toda essa fama fez com que os soldados reais promovessem Boy, de um simples mascote militar adotado, para o posto de sargento-major-general.
Alegadamente, Boy tinha outros atributos carinhosos, como inclinar a perninha quando ouvia o nome de John Pym, líder das forças parlamentares. Ele também teria se apresentado para Charles I, dormido na cama do príncipe Rupert e brincado com os príncipes Charles, James e Harry e a princesa Henrietta, e muitas vezes era alimentado com rosbife e peito de frango capão pelo próprio Rei Charles I.
Pelo que se sabe Boy era um cão feliz que tinha uma boa vida, mas a guerra não poupa ninguém, Boy morreu durante a Batalha de Marston Moor em 1644. Ele havia sido deixado em segurança no campo monarquista, mas escapou e foi atrás de seu dono, que ele sempre seguia. A batalha foi mal para os realistas, e Rupert foi forçado a fugir do campo, Boy foi morto durante a luta que se seguiu, provavelmente por um tiro. No fim a morte de Boy foi o que roubou a cena, ninguém ligava para os soldados apenas para o cão bruxo, ele foi representado com destaque em cenas em xilogravuras desenhadas na batalha na época, deitado de cabeça para baixo, morto. Simon Ash, historiador contemporâneo do evento, chamou atenção específica à morte desse cão "muito falado".
Hoje poucos conhecem a história de Boy, mas ele foi registrado como o primeiro cão oficial do exército britânico, um cargo que vai ficar para sempre na história do mundo. 

24 de novembro de 2016

Os maiores guerreiros do mundo #2

Guerreiros sempre inspiraram o povo com suas histórias de coragem, e muitos deles são lembrados até hoje como os melhores dos melhores.
Confira a segunda parte dessa matéria e conheça mais alguns dos maiores guerreiros que já viveram.

Outsideobserver24CC BY 3.0 DEED
Pouco se sabe sobre a vida real de Ulf, o Briguento, mas o pouco que se sabe graças as lendas da época mostram que ele foi um grande guerreiro.
Também chamado de Lobo Briguento, o guerreiro irlandês viveu no século XI, sua mãe foi provavelmente morta por vikings durante um ataque surpresa. Segundo algumas fontes históricas Ulf poderia ser o irmão do Rei Brian Boru, mas isso nunca foi oficialmente provado.
Com algumas fontes dizendo que ele tinha cerca de 2 metros de altura e 100 Kg, Ulf ficou cada vez mais violento depois do assassinato de sua mãe, tão violento que alguns diziam que quando ele ganhava uma batalha ele usava o crânio de seus inimigos como taça para suas bebidas.
A maior batalha na qual Ulf lutou foi a de Clontarf em 1040, quando o Lobo lutou contra o poderoso exército viking, possivelmente os mesmos que mataram sua mãe anos antes. Armado apenas com um machado, nada de escudo, dizem que em um certo momento ele sozinho correu contra as fileiras inimigas e foi abrindo caminho no meio deles, cabeças, braços e muito sangue estavam voando por todos os lados. Até que ele finalmente chegou ao comandante inimigo, Brodir, que também era reconhecido como um dos melhores guerreiros do seu tempo. Em poucos minutos o gigante enraivecido venceu a batalha, conta-se que na terceira vez em que Brodir caiu, ele levantou e correu, Ulf gritou: "Correr é coisa para mulheres!". Brodir escapou, mas 6,000 de seus soldados morreram ali mesmo.
O problema é que enquanto Brodir fugia, por pura sorte ele se deparou com a tenda do Rei Brian, que já estava idoso, eles o decapitaram no meio de sua oração. Agora os vikings não tinham matado apenas a mãe de Ulf, mas também seu possível irmão, Rei e amigo.
Em uma hora o pequeno exército de Ulf chegava ao acampamento de seu inimigo e antes que eles pudessem entender o que estava acontecendo a matança já havia começado, qualquer um que se mexia era morto sem pena. Brodir surgiu, então a grande luta teve início, porém a raiva do poderoso Ulf era tão grande que ele derrotou Brodir com as próprias mãos, mas isso não era o suficiente, Ulf enfiou o machado na barriga do homem caído, deixando expostas suas tripas, ele então foi levado até uma árvore e foi amarrado nela para morrer.
Não se sabe ao certo o que aconteceu com Ulf após essa batalha, alguns dizem que ele morreu de tristeza, outros que ele viveu pacificamente após sua vingança. O que se sabe é que o Lobo Briguento virou um nome temido por muitos e por isso ele merece ser lembrado pela história.

19 de dezembro de 2016

Os maiores guerreiros do mundo animal

Você já conheceu os maiores guerreiros do mundo, mas animais também participam de guerras o tempo todo, e alguns deles se sobressaem e ganham o coração de muita gente através dos anos, inspirando as pessoas com sua bravura e coragem. 
Agora você vai conhecer alguns deles, então confira e se entretenha conosco.

Domínio público. Defense Visual Information Distribution Service
Cher Ami é com certeza a pomba mais famosa do mundo, seus feitos na Primeira Guerra Mundial são contados até hoje. Tudo começou quando a jovem pombo-correio foi doado pelos britânicos aos americanos, para que eles a usassem enquanto estivessem em solo francês, usar pombos para levar mensagens era comum, mas ninguém esperava que Cher Ami fosse fazer tanta diferença.
Em 3 de outubro de 1918 o Major Charles White Whittlesey e mais de 500 de seus soldados ficaram presos em uma pequena depressão ao lado de uma colina atrás de linhas inimigas sem comida ou munição. Tropas aliadas não sabiam que eles estavam ali e começaram a abrir fogo e matar alguns deles, eles estavam cercados por todos os lados tanto pelos inimigos quanto por fogo-amigo. No final do primeiro dia apenas 190 homens haviam sobrevivido, eles com certeza seriam dizimados no segundo, o Major mandou um pombo-correio com uma mensagem de socorro para a base, mas o pombo foi atingido e morreu, ele tentou novamente e o outro pombo também morreu. Agora havia sobrado apenas uma salvação, uma jovem pomba de penas brilhantes chamada Cher Ami.
A mensagem amarrada a Cher Ami lia o seguinte: "Estamos ao longo da estrada paralela (sic) para 276,4. Nossa própria artilharia está derrubando uma barragem diretamente sobre nós. Pelo amor de Deus, pare". A pomba de guerra era a última salvação dos soldados, mas quando ela alçou voo ela também foi atingida por um tiro, mas para a surpresa geral ela voltou a voar.
Ela voou por 40 Km em 25 minutos, e conseguiu levar a mensagem ao quartel, salvando a vida de 194 homens no total. Cher Ami havia sido atingida no peito, ficou cega de um olho e perdeu uma perna, mas ela completou sua missão.
Cher tornou-se a heroína da 77ª Divisão de Infantaria. Médicos do exército trabalharam para salvar sua vida. Eles também esculpiram uma pequena perna de madeira para ela. Quando ela se recuperou o suficiente para viajar, o pássaro de uma perna foi colocado em um barco para os Estados Unidos, com o General John J. Pershing. Nos E.U.A Cher Ami recebeu a Medalha da Croix de Guerre junto com o Pacote de Folhas de Carvalho de Palma por seu heroico serviço ao entregar 12 mensagens importantes em Verdun.
Ela morreu em Fort Monmouth, Nova Jersey, em 13 de junho de 1919, das feridas que recebeu em batalha e foi mais tarde induzida no Pigeon Racing Hall of Fame em 1931. Ela também recebeu uma medalha de ouro dos Organized Bodies of American Racing Pigeon Fanciers em reconhecimento ao seu extraordinário serviço durante a Primeira Guerra Mundial.
Seu corpo foi empalhado, sua história mostrada em diversos museus e Cher Ami, que significa "Querido Amigo" em francês, nunca será esquecida por seus feitos.

6 de janeiro de 2021

Os maiores guerreiros do mundo #10

Nós finalmente chegamos na décima parte de nossa série sobre os maiores guerreiros que já viveram nesse planeta e deixaram o seu nome marcado na história.
E se você quiser ver mais pessoas que se tornaram lendas, conheça a história de alguns dos maiores criminosos do mundo clicando aqui agora mesmo.

『第八回特別展 すもう 天下の力士』、葛城市博物館編、2007年、10p, Domínio público, via Wikimedia Commons
Hoje nós vamos começar com Yasuke, o samurai misterioso que entrou na história tanto por sua habilidade quanto pelo fato dele ser um dos únicos samurais negros que já existiram. Mas será que isso foi verdade mesmo?
Ninguém sabe muito sobre a infância de Yasuke, o mais provável é que ele tenha nascido em Moçambique, também chamado de África Oriental Portuguesa, isso porque os primeiros africanos a chegarem no Japão em 1546, como escravos ou marinheiros, eram de lá. Seu nome africano provavelmente era Issufo, mas ele foi mudado quando o futuro guerreiro chegou na Ásia.
Yasuke chegou ao Japão em 1579 a serviço do missionário jesuíta italiano Alessandro Valignano, nomeado Visitante das missões jesuítas nas Índias (África Oriental, Sul e Leste da Ásia). Ele acompanhou Valignano quando este chegou à área da capital em março de 1581, e sua pele negra causou muito interesse à população local, que nunca haviam visto um africano em suas vidas. Tanto que quando Yasuke foi apresentado a Oda Nobunaga, o Daimyō japonês pensou que a pele de Yasuke era falsa, que ele havia sido pintado com tinta preta, Nobunaga então mandou ele esfregar a pele até que a tinta saísse, mas obviamente ela nunca saiu. Quando Nobunaga percebeu que a pele do africano era de fato negra, ele se interessou muito por ele.
Yasuke foi descrito como saudável, e também como forte, o próprio Nobunaga elogiou a sua força, e é possível que o sobrinho do Daimyō tenha até mesmo dado dinheiro ao africano em seu primeiro encontro. Ele tinha cerca de 1,88 metros de altura e os japoneses descreveram sua pele na época como "escura como carvão".
Em 14 de maio Yasuke partiu para a província de Echizen com os outros cristãos. Durante essa viagem eles se encontraram com vários senhores da guerra locais, como Shibata Katsutoyo, Hashiba Hidekatsu e Shibata Katsuie. Eles retornaram a Kyoto em 30 de maio. Em algum momento depois dessa viagem Yasuke entrou oficialmente no serviço de Nobunaga.
É muito provável que Yasuke tenha aprendido japonês, provavelmente devido aos esforços de Valignano para garantir que seus missionários se adaptassem à cultura local. Nobunaga até mesmo gostava de conversar com o africano quando possível. Ele foi possivelmente o único não japonês que Nobunaga tinha a seu serviço, Yasuke até mesmo recebeu sua própria residência e uma katana curta e cerimonial do Daimyō, que também atribuiu a ele o dever de portador de armas. Mas infelizmente a amizade dos dois iria chegar ao fim rapidamente.
Em junho de 1582, Nobunaga foi atacado por seus inimigos e forçado a cometer "seppuku" (suicídio) em Honnō-ji, em Kyoto, pelo exército de Akechi Mitsuhide. Yasuke também estava lá na época e o samurai africano ajudou a combater as forças de Akechi por horas, lutando bravamente contra vários inimigos. Imediatamente após a morte de Nobunaga, Yasuke se juntou ao herdeiro de seu antigo amigo, Oda Nobutada, que estava tentando reunir as forças de Oda no castelo Nijō. Yasuke lutou novamente ao lado das forças Nobutada, mas infelizmente acabou sendo capturado. 
Quando Yasuke foi apresentado a Akechi, o senhor da guerra alegou que o homem negro era um animal e não japonês e, portanto, não deveria ser morto, mas levado para a igreja cristã em Kyoto. No entanto, há algumas dúvidas sobre a credibilidade disso.
Infelizmente esse foi o fim do samurai negro, não há mais informações escritas sobre ele depois disso, o que realmente aconteceu com ele foi um mistério, mas as duas maiores possibilidades são que ele tenha morrido pouco após isso, ou que tenha saído do Japão, já que um homem negro como ele atrairia muita atenção.
A lenda de Yasuke acabou crescendo devido aos vários mistérios ao redor do samurai, ele já inspirou livros, jogos de vídeo-game, apareceu em várias pinturas, virou personagem de mangá e sua vida inspirou uma série animada da Netflix. Isso sem contar as diversas teorias do que realmente deve ter acontecido com ele, teorias essas que já estão sendo formadas por quase 500 anos.

Maître de la Mazarine, Domínio público, via Wikimedia Commons
Khutulun, também chamada por vários outros nomes como Aigiarne, Aiyurug, Khotol Tsagaan e Ay Yaruq, foi uma das poucas guerreiras femininas que entraram para a história graças as suas habilidades. A garota nasceu por volta de 1260, em 1280 seu pai, Kaidu, tornou-se o governante mais poderoso da Ásia Central, reinando nos reinos do oeste da Mongólia até Oxus, e do platô da Sibéria Central à Índia.
O pouco que sabemos sobre ela veio das descrições do famoso explorador Marco Polo, que descreveu Khutulun como uma excelente guerreira, alguém que podia "subir nas fileiras inimigas e arrebatar um cativo tão facilmente quanto um falcão arrebata uma galinha". Ela ajudou o pai em muitas batalhas, particularmente contra a dinastia Yuan de seu próprio primo, o Grande Khan.
A mulher era tão confiante em suas próprias habilidades que ela insistia que qualquer homem que desejasse se casar com ela deveria primeiro derrotá-la na luta livre, se o homem perdesse deveria lhe dar cavalos como símbolo de sua derrota. Ganhando cavalos em competições e apostas de pretendentes, diz-se que ela reuniu um rebanho de dez mil animais.
De todos os filhos de Kaidu, Khutulun era a sua favorita e aquele de quem ele mais procurava conselhos e apoio político. Segundo alguns relatos, ele até tentou nomeá-la como sua sucessora antes de morrer em 1301, no entanto sua escolha foi recusada devido ao fato de que mulheres não podiam ser líderes.
Quando Kaidu morreu, Khutulun guardou sua tumba com a ajuda de seu irmão Orus. Ela foi desafiada por seus outros irmãos, incluindo Chapar e seu parente Duwa porque resistiu à sucessão deles.
Ela morreu em 1306, aos 46 anos, de motivos desconhecidos. Após a sua morte é possível que seus irmãos tenham sentido inveja das habilidades dela e tentaram apagar o seu nome da história mongol, por isso existem tão poucos relatos dela hoje em dia. Mesmo assim sua lenda foi redescoberta e hoje ela já inspirou livros, filmes e até séries.

 
E por último nós vamos falar de Patrick Tadina, um soldado que lutou bravamente, e ele fez isso de pijamas!
Patrick provavelmente nasceu em algum lugar do Havaí, ele nunca teve o corpo de um soldado americano, no seu auge ele chegou aos 1,65 m e pesava aproximadamente 58 kg, mesmo assim ele acabou indo parar na Guerra do Vietnã, onde ele acabaria fazendo a sua fama.
Durante 1965 e 1970 ele acabou liderando várias patrulhas de reconhecimento de longo alcance nas profundezas do território inimigo. Mas então como ele nunca era pego por seus inimigos? Simples, Patrick ia nessas patrulhas de pijama, isso junto a sua descendência "asiática" fazia com que ele parecesse mais um civil do que um soldado, então seus inimigos nunca esperavam o seu ataque surpresa, que normalmente vinha na forma de uma AK-47 que Patrick carregava. E quando ele era finalmente descoberto por seus inimigos, ele fingia fugir deles, mas na verdade ele estava levando eles para uma emboscada, onde seus soldados estavam esperando.
No Vietnã ele serviu com a 173ª Patrulha de Reconhecimento de Longo Alcance da Brigada Aerotransportada, a 74ª Patrulha de Longo Alcance do Destacamento de Infantaria e a Companhia N (Ranger), 75ª Infantaria.
Na verdade Tadina ingressou no Exército em 1962 e serviu na República Dominicana antes de ir para o Sudeste Asiático. Ele também serviu na 82ª Divisão Aerotransportada de Granada durante a Operação Fúria Urgente em 1983 e com a 1ª Divisão de Infantaria durante a Operação Tempestade no Deserto em 1991.
Provavelmente o mais impressionante de tudo isso é que em todos esses anos de serviço Tadina nunca perdeu um de seus homens, todos sempre voltavam com vida para casa, isso rendeu a ele uma grande fama, e em 1995 o guerreiro foi induzido no Hall da Fama dos Rangers, que diz que ele serviu com "extremo valor, nunca perdendo um homem durante seus anos como líder de equipe no Vietnã", e olha que foram mais de 200 homens sob o seu comando.
Mas embora seus aliados sempre voltassem sem um arranhão, o próprio Tadina foi baleado três vezes, e seu único irmão foi morto em combate no Vietnã. Isso porque Patrick era um Pointman, que é basicamente um soldado que abre caminho para os outros, em outras palavras Tadina já estava dentro da chamada "zona de morte" quando a batalha começava. A primeira vez que ele foi baleado foi quando Tadina abriu fogo contra seus inimigos e chamou a emboscada, depois disso ele acabou caindo no chão ao ser baleado nas duas panturrilhas, mesmo assim ele recusou ajuda médica e continuou a comandar a batalha até o inimigo recuar.
A última vez que ele foi baleado foi durante uma emboscada inimiga na qual ganhou sua segunda Estrela de Prata, e os ferimentos eram tão severos que eles quase o forçaram a ser evacuado do país.
Mesmo depois de tudo isso Patrick não gostava de se gabar, quase nunca contando as suas experiências, o que fez com que sua fama fosse desaparecendo de pouquinho em pouquinho.
Depois de se aposentar do Exército em 1992, ele continuou trabalhando na área de segurança até 2013, incluindo passagens pelo Iraque, Afeganistão e Paquistão. No fim ele se tornou o Ranger com o maior número de anos servidos no Vietnã e um dos soldados alistados mais condecorados da guerra.
Patrick infelizmente faleceu em maio de 2020, aos 77 anos, depois de sofrer com demência por anos. No total ele ganhou duas Estrelas de Prata, dez Estrelas de Bronze, sete por bravura, três Cruzes da Galanteria vietnamitas, quatro Medalhas de Louvor do Exército, incluindo duas por bravura e três Corações Roxos. Então não é difícil ver por que ele merece ser chamado de um dos maiores guerreiros que já viveu não é?

E é isso pessoal, com essa matéria finalizamos o nosso Top 30 dos maiores guerreiros que já existiram, obrigado a todos que leram, não deixem de curtir o nosso facebook em Real World Fatos, e se ainda tiver um guerreiro que você acha que deveria estar nessa lista pode nós mandar um e-mail com sua sugestão.

22 de novembro de 2017

Os maiores guerreiros do mundo #4

Guerras e suas histórias vão sempre ficar na memória das pessoas, e junto com elas vem os guerreiros, e alguns são muito mais famosos do que outros devido aos seus feitos heroicos e habilidade excepcional.
Confira a quarta parte dessa série de matérias, e se você quiser ver os maiores guerreiros do mundo animal, clique aqui.

Domínio público
Você não pode fazer uma lista dos maiores guerreiros sem mencionar o incrível monarca do reino Zulu, Shaka’ kaSenzangakhona, mais conhecido como Shaka Zulu.
Nascido em 1787 Shaka era na verdade o filho do chefe do clã Zulu, mas como ele era ilegítimo ele teve de morar com sua mãe, seu irmão foi quem acabou assumindo o lugar de chefe quando seu pai morreu.
Ao atingir a adolescência, Shaka seguiu os costumes dos Mtetwa, e juntamente com os outros rapazes da sua idade integrou o regimento do exército da tribo. Shaka se mostrou um ótimo guerreiro mas não foi só isso que o fez famoso, ele também era muito esperto e quando se tornou o chefe ele revolucionou completamente o exército da tribo, ele introduziu novas táticas de combate, novas armas mais fáceis de manusear e uma nova formação conhecida como "Chifre de Touro", que era uma tática que visava tanto ataque quanto defesa, ela era tão boa que virou a formação padrão dos Zulus pelos próximos 90 anos, naquela época as guerras eram travadas a distância mas Shaka preferia o combate corpo-a-corpo. No começo ele não tinha muita influência e nem respeito das tribos rivais, mas com o tempo isso mudou drasticamente.
Como se isso não bastasse ele provou que não era um guerreiro comum que só pensava em sangue, naquela época crianças de até 6 anos já podiam ir a guerra, mas Shaka preferia manter elas como aprendizes, segundo relatos ele também preferia conversar e fazer acordos com tribos inimigas do que partir para a batalha.
Shaka era tão bom que ele resolveu que queria ser o chefe oficial dos Zulus, e para isso matou seu próprio irmão (com a ajuda de um outro irmão). O que Shaka fez não era exatamente "legal" pelas regras da tribo, mas como ele fez um "golpe de estado" sem derramar muito sangue ele ganhou o respeito dos outros e virou o "rei" oficial, algumas fontes ainda dizem que Shaka teria matado sua própria mãe no processo, mas na verdade ela morreu de desinteira anos depois.
Agora seu exército era ainda mais poderoso do que nunca, eles lutavam com armas simples: lanças, escudos de couro, um porrete para arremessos e, se tudo isso falhasse, eles ainda tinham o "cuspe de veneno", uma substância tóxica encontrada numa erva que era mastigada pelos guerreiros de Shaka, que a cuspiam no rosto dos inimigos durante os combates, causando grande irritação nos olhos deles. O Rei Zulu era imparável, ele dominou diversos territórios de tribos rivais e seu domínio ficou 12 vezes maior do que ele era antes, e ele também era muito vingativo. Quando seu amigo Dingiswayo foi morto pelo chefe de uma tribo rival, Shaka pegou a mãe desse chefe e acorrentou ela em uma casa junto com chacais e hienas que a devoraram viva, na manhã seguinte ele queimou a casa, o chefe rival só seria morto por Shaka muito tempo depois.
As outras tribos não eram mais uma ameaça a Shaka mas ele iria encontrar um inimigo nunca visto antes: homens brancos. Naquela época europeus estavam invadindo a África para escravizar os negros. Acredita-se que Shaka primeiramente encontrou os britânicos, que deram remédios para Shaka e seu povo, os dois lados se tornaram amigos e o Zulu deu terras para eles como forma de agradecimento, ele também permitiu que eles tivessem acesso a tribo, graças a isso os europeus fundaram a cidade de Port Natal. 
Mas a segunda vez que Shaka se deparou com brancos não foi tão amigável, os europeus queriam transformar os guerreiros em escravos e por isso eles entraram em guerra, mas mesmo os europeus tendo armas de fogo e os africanos usarem apenas lanças e escudos, eles mataram o chefe dos invasores e 70 de seus homens, na segunda batalha eles perderam e recuaram, mas no fim os europeus foram movidos para outro lugar.
Tudo ia bem para para o Rei Zulu, mas a tragédia ia acontecer. Em outubro de 1827 a mãe de Shaka morreu de disenteria, e ele ficou completamente louco com a perda, literalmente louco, ele mandou que os Zulus entrassem em um período de luto por três meses. Shaka ordenou que não fossem plantadas colheitas durante o ano seguinte ao luto, não se usasse leite (a base da dieta Zulu na época), e qualquer mulher que engravidasse deveria ser morta junto com seu marido. Pelo menos 7.000 pessoas foram executadas porque elas não "estavam tristes o suficiente" com a morte da mãe dele, até algumas vacas foram abatidas para que seus bezerros soubesse como era perder uma mãe.
Obviamente Shaka não podia mais governar devido ao seu estado mental, por isso em 24 de setembro de 1828 Shaka foi assassinado por seus dois meios-irmãos e um terceiro assassino aos 41 anos de idade. Um fim trágico para o grande guerreiro.
Depois de sua morte seu meio-irmão Dingane assumiu o trono, ele encontrou alguns problemas mas resolveu eles, e os Zulus continuaram usando os ensinamentos de Shaka por vários anos. 
E o ex-Rei Zulu será sempre lembrado devido a sua importância histórica e suas grandes táticas de batalha, já escreveram livros sobre ele, fizeram séries de TV sobre ele, filmes e até música, ainda hoje ele é considerado o mais importante Zulu da história. E o que aconteceu com sua tribo? Eles estão bem vivos até hoje, existem cerca de 11 milhões de Zulus espalhados pela África e pelo menos alguns deles ainda devem estar contando a lenda de Shaka para seus descendentes tribais.

26 de janeiro de 2017

Os maiores guerreiros do mundo #3

Grandes guerreiros são raros, principalmente hoje em dia, por isso os poucos que se destacam sempre são lembrados, seja em filmes, canções ou livros, suas histórias sempre mexem com a imaginação das pessoas.
Conheça agora mais alguns dos maiores guerreiros que já viveram, e se quiser clicar no link você vai ver ainda mais guerreiros, tanto humanos quanto animais.

Domínio público
Quando se trata de samurais poucos nomes tem tanta fama quanto o de Hattori Hanzō, consagrado como um dos mais importantes espadachins da história, pouco realmente se sabe sobre ele, o que apenas faz com sua lenda misteriosa cresça cada vez mais. Mas o que realmente faz com que ele seja único é que além de seu treinamento samurai Hattori também se consagrou no imaginário popular como um grande ninja.
Filho de um samurai sem renome, Hattori Masanari ou Hattori Hanzō nasceu perto do ano de 1542, ainda jovem ele ganhou o apelido de Oni, ou Demônio, porque ele não tinha medo de nada. Aos 16 ele participou de sua primeira grande batalha onde ele invadiu o castelo de Kaminogō para salvar a família do futuro shogum Tokugawa Ieyasu que estava sendo feita de refém. Para invadir o castelo ele contou tanto com seu treinamento samurai quanto seu breve, porém efetivo, treinamento ninja.
Em 1570 e 1572 Hattori participou de mais duas grandes batalhas e devido ao seu grande sucesso ele foi promovido a comandante de uma tropa de 150 homens. Durante a batalha de Mikatagahara, ele conseguiu capturar um espião inimigo e quando as tropas inimigas avançaram ele conseguiu contra-atacar usando apenas 30 de seus homens.
Durante a guerra de Tenshō Iga, Hattori planejou uma defesa estratégica descrita como "brilhante" contra as forças de Oda Nobukatsu, mas mesmo assim ele perdeu a batalha.
Sua maior contribuição a história veio em 1582, quando Oda Nobunaga (pai de Oda Nobukatsu) morreu, Hanzō ficou encarregado de levar o futuro shogum Tokugawa Ieyasu para outra província em segurança, para isso ele liderou os clãs de ninjas Iga e Kōga-ryū, que costumavam ser rivais. Tudo saiu como o Demônio queria, o shogum chegou em segurança, ele foi pago (possivelmente com arroz) e ganhou mais samurais para comandar. 
Mas a história de Hattori Hanzō tomou um rumo inesperado, ao invés dele morrer em um campo de batalha como os samurais normalmente faziam ele acabou se aposentando e virou um monge, ele morreu em 1596 aos 55 anos.
Sua história foi contada várias vezes desde então, as pessoas até mesmo diziam que ele tinha poderes sobrenaturais, o que ajudou ele a se fixar na história moderna como um grande guerreiro. A história da vez em que ele se recusou a ajudar o filho do shogum a se suicidar, porque ele foi acusado de traição, ganhou o coração do povo e dizem que o próprio shogum olhou para Hattori e disse: "Até um demônio pode chorar".
Hoje Hanzo já apareceu em diversos mangás, animes, filmes, livros, contos, canções e até jogos de videogame, ele foi quem possivelmente serviu de inspiração para o personagem Scorpion da aclamada série Mortal Kombat, cujo nome verdadeiro é Hanzo Hasashi. Em outras palavras, Hattori nunca será esquecido.

Domínio público
Juan Pujol García não tem o rosto de um grande guerreiro, e provavelmente ele não tinha nenhuma habilidade de combate, mesmo assim ele se consagrou como um grande espião, um guerreiro mais discreto do que os outros tipos. E sua história é tão incrível quanto a de outros guerreiros.
Juan nasceu na cidade de Barcelona, na Catalunha, Espanha, entre 1912 e 1914, ele era o terceiro de quatro filhos, seu pai era dono de uma fábrica de corantes. Aos 7 anos foi mandado para um internato onde ficou até os 11. Aos 13 foi para outra escola, mas brigou com um professor e desistiu de estudar se tornando um aprendiz em uma loja de ferragens. Depois de vários empregos ele se juntou ao exército mas percebeu que ele não era um bom soldado, ele não gostava de cavalgar e, segundo ele mesmo, ele não tinha "lealdade, generosidade e honra suficiente".
Em 1936 a Guerra Civil Espanhola começava, seu cunhado se juntou ao exército e sua mãe e irmã foram presas algum tempo depois acusadas de traição, mas um parente seu conseguiu salvá-las. Ele mesmo não queria participar da guerra e acabou sendo preso, até que foi libertado por um grupo chamado Socorro Blanco. Acabou lutando nos dois lados da guerra e foi preso novamente por pouco tempo.

Toda essa confusão fez com que ele, agora um simples fazendeiro pai de família, odiasse o comunismo e também o fascismo, Juan se orgulhava do fato de que ele lutou dos dois lados da mesma guerra sem disparar uma única bala. Mas sua história estava apenas começando.
Em 1940 Adolf Hitler havia subido ao poder e Juan decidiu que ele tinha de fazer alguma coisa "pelo bem da humanidade", mesmo que ele estivesse sozinho. Ele tentou contatar os ingleses 3 vezes, mas eles não queriam um simples fazendeiro que nem sabia cavalgar direito como um espião. Juan decidiu então se tornar um espião nazista, assim ele poderia se tornar um agente duplo para os ingleses e eles seriam obrigados a contratá-lo.
Com identidade e documentos falsos ele colocou seu plano em ação, ele contatou o nazista Friedrich Knappe-Ratey que o contratou como espião, lhe deram equipamentos de ponta e até dinheiro. Sua missão era ir para a Inglaterra e recrutar mais espiões lá.
Ao invés de fazer isso ele se mudou para Lisboa em Portugal e usando um guia de turismo, revistas e o noticiário ele escrevia relatórios que pareciam verdadeiros, mas eram pura mentira. Mas isso não bastava, os nazistas queriam que ele contratasse espiões para eles, então ele resolver inventar eles também, em pouco tempo ele tinha uma rede de espiões que nem ao menos existiam trabalhando para os nazistas, que não sabiam de nada.
Como ele nunca havia estado de verdade na Inglaterra ele cometeu vários erros em seus relatórios, mas eles ainda eram bons o suficiente para que o próprio serviço de inteligência britânico investigasse Juan.
Os americanos e os ingleses finalmente perceberam que Juan, o soldado que nem sabia cavalgar, era de grande uso para eles e resolveram contratá-lo. Usando os apelidos de Garbo e Alaric ele conseguiu enganar os nazistas várias vezes e ajudou na invasão conhecida como Dia D. Suas mensagens falsas chegaram até mesmo nos ouvidos do próprio Hitler e naquela época os nazistas consideravam ele um de seus melhores agentes.
Curiosamente o seu inimigo mais mortal foi sua própria esposa, que ameaçou revelar pra todo mundo que seu marido era um espião se ela não ganhasse o que quisesse, incluindo uma viagem para visitar sua mãe. Para impedi-la de estragar o seu disfarce, o Sr. Pujol teve de inventar uma história com o MI5 (que é o serviço de inteligência doméstico britânico) de que ele tinha sido preso por eles após uma violenta discussão sobre o tratamento injusto dela. Depois de uma "explosão histérica" ​​e de uma aparente tentativa de suicídio, ela foi levada a um centro de interrogatório e, ao ver o marido com a barba por fazer e com roupas de prisioneiro, ela prometeu, entre lágrimas, continuar apoiando seus esforços de espionagem. Obviamente eles viriam a se divorciar após a guerra.
No fim da guerra o espião já havia ganhado medalhas tanto pelos nazistas quanto pelos ingleses, sendo a única pessoa que conseguiu essa façanha. Os nazistas nunca perceberam que eles foram enganados esse tempo todo e Juan recebeu deles US$ 340.000 pra manter sua rede de 24 espiões que nem existiam de verdade.
Juan ficou conhecido como "O Homem que Enganou Hitler", mas ele temia que os nazistas iriam querer vingança, então com a ajuda dos ingleses ele foi para Angola e fingiu sua própria morte de malária em 1949. Ele passou o resto de seus dias levando uma vida calma, abriu sua própria loja de livros e presentinhos e morreu de causas naturais aos 76 anos.
Até hoje Juan, Garbo ou Alaric é considerado um dos melhores espiões de todos os tempos, nem mesmo os outros agentes com quem ele trabalhou sabiam seu nome verdadeiro, sua vida virou filmes e livros e o fazendeiro perdedor vai ser sempre lembrado como um grande espião.

Domínio público
Quando se trata dos maiores soldados do mundo não podemos deixar de falar sobre Simo Häyhä, esse cara está sempre nas discussões sobre o assunto e quando se fazem listas ele geralmente está em primeiro lugar, e não é para menos, seus feitos são realmente incríveis.
Häyhä nasceu na cidade de Rautjärvi, próxima da atual fronteira Finlândia-Rússia. O cara, assim como o espião Juan, era um simples fazendeiro com cerca de 1,60 m, ele não tinha um corpo de soldado, mas ele cumpriu seu serviço militar obrigatório de um ano em 1925, e acabou sendo convocado novamente em 1939 após a eclosão da Guerra de Inverno entre a Finlândia e a União Soviética, como ele era um ótimo atirador (graças a sua experiência como caçador) ele virou um sniper.
Lutando em temperaturas que iam dos -20ºC aos -40ºC e usando uma camuflagem totalmente branca, Simo preferia não usar uma mira telescópica em seu rifle, com o tempo ele aprendeu a compactar a neve à sua frente para que o tiro não a soprasse e revelasse sua posição aos inimigos. Ele também colocava neve na boca, escondendo assim quaisquer sinais que sua respiração pudesse provocar.
Em pouco tempo o fazendeiro já havia matado mais de 500 soldados soviéticos, sem nunca ter sua posição descoberta, Simo virou uma lenda, tanto que seus inimigos o apelidaram de "A Morte Branca", apenas ouvir esse nome fazia com que eles tremesse de medo.
Claro que os soviéticos não gostaram nada disso e para aumentar a moral do exército eles criaram uma força tarefa de snipers cujo único objetivo era matar a Morte Branca, além disso eles usaram assaltos de artilharia. Usar um exército para matar apenas um homem pode parecer ridículo, mas Simo continuou matando mais soldados soviéticos, ele matava no mínimo 5 soldados inimigos por dia, até que em 6 de março de 1940 Häyhä foi atingido por um tiro de munição explosiva na mandíbula durante um combate possivelmente de curta distância. Com o impacto, o projétil girou e atravessou-lhe o crânio. Ele foi resgatado por soldados aliados, que disseram que "metade do seu rosto estava faltando", mas a Morte Branca não chegou a encontrar a Dona Morte e sobreviveu ao trauma. Ficou inconsciente até 13 de março, um dia após a assinatura do tratado de paz que pôs fim a guerra.
Pouco depois Häyhä foi promovido de cabo a primeiro-tenente pelo marechal-de-campo, nenhum outro soldado jamais conseguiu uma escalada de posto tão rápida na história militar da Finlândia.
Häyhä levou anos para se recuperar do ferimento, mas ele acabou se recuperando e se aposentando tornando-se um caçador de alces e criador de cachorros após a Segunda Guerra Mundial, ele até mesmo chegou a caçar junto com o presidente finlandês da época.
Em 1998, ao ser perguntado sobre como conseguiu se tornar um atirador tão bom, ele respondeu, "prática". Questionado se tinha remorsos por ter matado tantas pessoas, ele disse, "fiz o que me mandaram fazer, da melhor forma possível". Acredita-se que juntando suas mortes por rifle e metralhadoras Simo "A Morte Branca" Häyhä matou sozinho cerca de 800 soldados inimigos, o que lhe rendeu várias medalhas.
Simo passou seus últimos dias vivendo uma vida calma em um vilarejo perto da fronteira, ele morreu em 2002 aos 96 anos de idade. Sua lenda foi contada em diversas revistas e ele até inspirou canções, até hoje ele é considerado o melhor sniper da história do mundo, e um dos melhores guerreiros também.

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