3 de julho de 2020

Os maiores guerreiros do mundo #9

Seja bem-vindo a mais uma parte de nossa incrível série de matérias sobre os maiores guerreiros que já viveram, sejam eles humanos ou animais, aqui você vai descobrir a história de pessoas reais cujos feitos inacreditáveis os transformaram em lendas históricas. 
E se você quiser conhecer a história de mais pessoas que viraram lendas, clique aqui e leia nossas matérias da série sobre a história dos criminosos mais famosos do mundo.

Anthony van Dyck, Domínio público, via Wikimedia Commons
Embora Rupert do Reno (chamado de Ruperto no Brasil) tenha uma aparência que lhe faz parecer uma pessoa frágil, não se engane, ele foi um dos maiores guerreiros que já existiu.
Rupert nasceu com sorte, mas ela não durou muito. Ele nasceu em Praga, Boêmia, em 1619, e foi declarado príncipe pelo principado de Lusatia. Seu pai tinha sido eleito Rei da Boêmia pouco tempo atrás, mas viria a perder esse título depois de uma guerra, e passou a ser sinônimo de piada para muitos que viviam ali. A mãe de Rupert não parecia gostar muito dos filhos, ela passava mais tempo com seus cães e macacos de estimação do que com as crianças, tanto que depois que seu pai perdeu a guerra a família de Rupert teve de fugir, mas eles quase deixaram o garoto para trás, foi um cortesão que colocou a criança na carruagem no último minuto.
O ex-príncipe e seus irmãos eram cuidados por governantes que faziam eles seguirem a ideologia política que eles escolhessem. As crianças ainda tinham uma rotina escolar rigorosa, incluindo lógica, matemática, escrita, desenho, canto e instrumentos musicais. Quando criança, Rupert às vezes era mal educado e ganhou o apelido de Robert le Diable, ou "Rupert o Diabo". No entanto, ele provou ser um aluno muito capaz. Aos três anos de idade, ele sabia falar inglês, tcheco e francês, e dominava o alemão ainda jovem, ele se destacou na arte, e achava fácil matemática e ciências. Quando ele tinha 18 anos, já tinha cerca de 1,93 m de altura.
Aos 14 anos Rupert decidiu seguir a carreira de militar, mesmo sendo mais jovem do que a maioria dos guerreiros da época. Depois de lutar em uma guerra ele foi "promovido" a salva-vidas militar do príncipe Frederick Henry em 1635. O garoto continuou a lutar contra a Espanha Imperial na bem-sucedida campanha de Breda em 1637 durante a Guerra dos Oitenta Anos na Holanda. No final deste período, Rupert já havia adquirido uma reputação de destemido em batalha, além disso ele tinha muito alto-astral, uma qualidade rara em alguém que estava no meio da guerra e podia morrer a qualquer momento.
Rupert foi colocado no comando de um regimento de cavalaria do Palatinado, mas dessa vez perdeu a batalha, ele tentou fugir mas foi capturado por inimigos. Ele tentou subornar os guardas mas falhou, e embora ele pudesse ser torturado ou até morto na prisão, a grande preocupação de sua mãe era que Rupert fosse convertido do Calvinismo ao Catolicismo. O Imperador Ferdinando gostou da ideia, ele mandou padres jesuítas tentarem converter Rupert, ele ainda prometeu liberdade, terras, dinheiro e um posto como general imperial se Rupert trocasse de religião, mas o prisioneiro se recusou.
O que ninguém contava é que a espada não era a única arma de Rupert, seu charme também era poderoso, ele virou amigo do irmão mais novo do Imperador, que convenceu o irmão mais velho a pegar mais leve com o prisioneiro, mas isso não foi tudo, Rupert passou a praticar gravura, tênis, tiro, leu livros militares e foi levado em viagens de caça acompanhadas, tudo isso enquanto ainda tecnicamente estava preso. Para ficar ainda melhor ele passou a ter um caso com a filha de seu carcereiro, o Conde von Kuffstein. Ele ainda ganhou um poodle branco de presente, um animal raro na época, que ele chamou de Boy, ou Pudel.
Membros do exército tentaram libertar Rupert, mas depois de uma negociação entre as duas partes ele saiu andando da cadeia em troca da promessa de nunca mais levantar uma arma contra o Imperador. Dizem que Rupert, charmoso como sempre, até mesmo beijou a mão do Imperador antes de ir embora.
Porém, Rupert provavelmente é mais lembrado hoje por seu papel como comandante monarquista durante a Guerra Civil Inglesa. Ele teve um sucesso considerável durante os primeiros anos da guerra, sua determinação, vontade de ganhar e experiência em técnicas europeias, lhe trouxeram várias vitórias iniciais.
Mas a medida que a guerra progredia, a juventude de Rupert e a falta de maturidade em administrar seus relacionamentos com outros comandantes monarquistas acabaram por resultar anos depois em sua remoção de seu posto e na aposentadoria final da guerra, afinal, ele ainda era considerado por muitos uma criança. Durante o conflito, no entanto, Rupert também ganhou uma poderosa posição simbólica: ele era um Cavaleiro Realista Icônico e, como tal, era frequentemente objeto de propaganda parlamentar e monarquista, uma imagem que durou ao longo dos anos.
O cara tinha um temperamento bem direto, ele não tinha problemas em dizer quem ele respeitava e quem ele não respeitava, e em uma época onde todo mundo tinha de puxar o saco da realeza, não precisa dizer que Rupert fez muitos inimigos. Seu senso de humor sarcástico porém não tirava o fato de que ele era muito esperto e paciente quando necessário, qualidades que lhe renderam muitos amigos.
Rupert ainda continuou a impressionar com suas batalhas, em 1644, agora Duque de Cumberland e conde de Holderness, ele liderou o alívio militar de Newark, York e seu castelo. Tendo marchado para o norte, ao longo do caminho ele se envolveu em dois ataques sangrentos, mas sobreviveu, Rupert ainda interveio em Yorkshire em duas manobras altamente eficazes, na primeira superando as forças inimigas em Newark com pura velocidade, na segunda, atingindo o país em cheio e se aproximando de York a partir do norte. Mas ele não era invencível e também perdia batalhas, embora muitos não culpassem Rupert na época pelas derrotas, mas sim a falta de comunicação entre o exército e os monarquistas.
Em novembro de 1644, Rupert foi nomeado general de todo o exército real, o que aumentou as tensões já acentuadas entre ele e vários conselheiros do rei. Basicamente Rupert dizia que uma batalha seria perda de tempo, mas os conselheiros mandavam ele a guerra mesmo assim, e ele, claro, perdia a batalha, o que machucava sua reputação. Depois de um tempo Rupert estava de saco cheio e considerou os esforços reais uma grande perda de tempo e implorou para que um acordo de paz fosse feito. Mas os conselheiros ainda acreditavam que eles podiam ganhar, Rupert então se envolveu em uma batalha impossível de se ganhar, e fez o que provavelmente foi a decisão mais difícil de sua carreira, ele desistiu de lutar e entregou o território aos seus inimigos. Claro que assim que a notícia chegou aos "chefões" ele foi demitido de seu cargo na mesma hora.
Rupert porém não estava feliz com isso, para ele sua decisão de desistir da batalha era a coisa certa a se fazer para evitar mortes desnecessárias, por isso quando foi demitido ele resolveu que teria uma conversinha cara a cara com o Rei Charles, mesmo se o Rei não quisesse vê-lo. Rupert respondeu atravessando o território parlamentar ocupado pelo rei em Newark com o príncipe Maurice e cerca de cem homens, abrindo caminho por unidades inimigas menores e fugindo das maiores. O Rei Charles tentou ordenar que Rupert desistisse, temendo um golpe armado, mas Rupert chegou à corte real mesmo assim. Depois de uma conversa difícil Rupert convenceu o Rei a mandar ele e seus aliados a julgamento, onde foram exonerados. Depois de ganhar sua honra de volta ao ser inocentado ele mesmo se demitiu e ainda levou seus melhores soldados com ele. Mas anos depois ele fez as pazes com o Rei, mesmo assim o parlamento baniu Rupert e seu irmão de toda a Inglaterra. Ele passou então a atuar como uma espécie de mercenário trabalhando para os espanhóis, alemães e até para a Marinha Real.
Devido a seu temperamento difícil, Rupert foi várias vezes alvo de rumores de crimes de guerra, incluindo ter queimado uma cidade inteira uma vez, mas até hoje nada foi provado.
Rupert era tão bom no que fazia que muitos o acusaram até de bruxaria, e ainda acusaram seu poodle de estimação de ser um familiar, diziam até mesmo que o cachorro conseguia pegar balas no ar para proteger Rupert. 
Além de soldado ele era ainda um artista famoso, um inventor e tinha vários interesses no mundo da ciência, o que provavelmente não ajudou com sua fama de bruxo perante a igreja e seus seguidores.
Após a Restauração da monarquia em 1660, Rupert retornou à Inglaterra mesmo depois de ser banido, como a maioria dos melhores cargos no governo já haviam sido ocupados, o emprego de Rupert era limitado, embora o Rei Charles o recompensasse com a segunda maior pensão que ele havia concedido, 4.000 libras por ano.
A saúde de Rupert também piorou consideravelmente depois de sua aposentadoria, ele sofria com um ferimento na cabeça de seus dias de mercenário, um na perna e ainda tinha de lidar com a malária. Rupert morreu em sua casa em Spring Gardens, Westminster, em 29 de novembro de 1682, aos 62 anos, após um ataque de pleurisia, ele foi enterrado na cripta da Abadia de Westminster em 6 de dezembro, em um funeral estadual. Seu filho seguiu os passos do pai e virou militar, mas faleceu ainda adolescente. Hoje Rupert apareceu em livros, filmes, jogos e ainda teve diversos lugares batizados em sua honra, o "pequeno demônio" continua a ser lembrado.

夏侯惇拔眼吞睛像, domínio público via wikimedia commons
Conheça Xiahou Dun, um general chinês conhecido por ser um casca grossa que não temia nada, nem mesmo a dor. Mas, como sempre, vamos começar do começo.
Dun tinha tudo pra ser um grande militar, ele nasceu no condado de Qiao, no estado de Pei. Ele era um descendente direto de Xiahou Ying, que serviu sob o imperador e fundador da dinastia Han, Liu Bang (ou Imperador Gao). Desde cedo Dun era conhecido por sua personalidade forte e implacável, acredita-se que uma vez ele matou um homem só porque ele insultou o professor de Dun, e o garoto tinha apenas 13 anos de idade nessa época.
Em 190, quando o líder chinês Cao Cao estava levantando um exército para participar da campanha contra o senhor de guerra Dong Zhuo, Xiahou Dun tornou-se um Oficial e travou muitas batalhas. Quando Cao Cao foi nomeado General Interino de Elevação do Poder Marcial pela corte imperial Han, Xiahou Dun foi promovido a Major, e mais tarde a Coronel, e depois Administrador do Comando de Dong, era uma ascensão muito rápida na época, o que provava o quão habilidoso ele era no campo de batalha e em suas relações sociais.
Uma vez, depois de ser traído por seus subordinados e levado como refém, Dun foi salvo pelos seus homens e levado de volta para seu exército, ele foi então mandado para uma batalha contra o senhor da guerra local Lü Bu, durante a batalha Dun acabou levando uma flechada em seu olho esquerdo, sem nem considerar a hipótese de desistir ele arrancou a flecha e continuou a lutar até conseguir cercar a cidade de Lü Bu. A partir daqui Dun ficou conhecido pelo apelido de "Xiahou Cego", um apelido que ele odiava, dizem que quando o general via seu reflexo em um espelho ele jogava ele no chão para não ter de ver seu próprio rosto.
O cara era tão casca grossa que rumores foram inventados dizendo que no meio da guerra ele tinha tirado a flecha com seu olho nela e depois comido ele.
Depois do sucesso da batalha ele passou a usar um tapa olho, e ganhou ainda mais promoções, incluindo o ranking de General que Constrói Poder Marcial. Mas além de sua habilidade com a espada ele viria a provar que também era esperto. Enquanto ele estava no cargo, houve uma grande seca acompanhada de uma infestação de gafanhotos na região, o que destruiu as plantações deles. Para combater esses problemas, Xiahou Dun encabeçou um programa agrícola, no qual instruiu os trabalhadores a barrar o rio Taishou para criar um grande lago. Ele participou pessoalmente das obras de construção e também incentivou as pessoas a plantar nas terras inundadas. Este programa ajudou muito as pessoas durante aqueles anos de fome severa. Mais tarde, devido ao seu sucesso e popularidade com o povo, ele foi designado para ser o Intendente de Henan.
Além de ser um bom soldado Dun sempre queria aprender mais, ele convidava professores até seu acampamento para ensinar ele, Dun também tinha poucas propriedades, usava seu próprio dinheiro ao invés de usar o de impostos, e sempre que dava usava sua grana para ajudar os mais pobres.
Depois de cair em mais uma armadilha de seus inimigos e conseguir se livrar dela com a ajuda de seus amigos, Xiahou Dun foi promovido a General Que Acalma as Ondas em 204, mas manteve seu cargo como Intendente de Henan. Em 207, Xiahou Dun recebeu um adicional de 1.800 casas tributáveis ​​em seu território em reconhecimento a suas contribuições, elevando o número total de famílias em seus cuidados para 2.500.
Depois de mais algumas promoção (ele foi promovido a General da Vanguarda e depois a General Chefe) Xiahou Dun, para a surpresa de muitos, morreu. Até hoje se debate o que matou ele, alguns acham que foi desgosto, outros uma doença sorrateira que não foi detectada a tempo, ou talvez ele fosse apenas velho.
Embora ele tenha sido um bom líder Dun acabou ficando famoso mesmo ao ser escrito como um personagem do romance histórico do século XIV, Romance dos Três Reinos, que foi um grande sucesso entre os chineses. Depois ele ainda apareceu como personagem no jogo Dynasty Warriors e Total War: Three Kingdoms, que vendeu 1 milhão de cópias em apenas uma semana e quebrou recordes na China, o que revitalizou sua fama para os dias modernos.

Petar Milošević, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Conheça Miltiades (chamado de Milcíades no Brasil), você pode nunca ter ouvido falar dele, mas já deve ter ouvido falar dos famosos 300 de Esparta (se não se lembra deles leia a primeira parte dessa série), digamos que sem Miltiades os esforços dos Espartanos teria levado a nada.
Miltiades nasceu em uma boa família, seu pai Cimon, era um famoso corredor de bigas olímpico, mas ele era conhecido como "Coalemos", que significa "simplório", porque ele tinha uma reputação de ser áspero e simplista, mas suas três vitórias sucessivas nas Olimpíadas o tornaram popular entre o povo. Miltiades recebeu seu nome do meio-irmão materno de seu pai, Miltiades the Elder (Miltiades, o Velho), que também foi vitorioso nas corridas de bigas olímpicas.
Desde novo ele mostrou ter interesse em política, subindo nos rankings até se tornar o Chefe do Magistrado. Quando seu irmão mais velho foi assassinado, Miltiades ficou com suas terras. Desejando ter um controle mais forte sobre elas do que seu irmão tinha, ele fingiu estar de luto, quando seus inimigos vieram consolá-lo, ele os aprisionou. Ele então garantiu seu poder empregando 500 soldados. Ele também fez uma aliança com o rei Olorus da Trácia, casando-se com sua filha, Hegesipyle. Isso mostrou a todos o quão esperto e implacável ele realmente era.
Mas como sempre, a paz não podia durar. Por volta de 513 a.C, Dario I, o Rei da Pérsia, liderou um grande exército e dominou todas as terras daquela área, fazendo de Miltiades um vassalo do domínio persa. Mas isso não durou muito, não querendo servir ao seu inimigo Miltiades planejava trair ele, mas o Rei persa descobriu isso antes, forçando Miltiades a fugir em 510 a.C.
Cansado de fugir ele se uniu a revolta contra os persas, conseguiu capturar duas ilhas, que ele deu de "presente" aos atenienses apenas para cair em suas boas graças, embora tecnicamente Atenas já fosse dona delas.
Mas as coisas não eram tão simples assim, na época os persas eram considerados o maior e um dos mais perigosos exércitos que já existiu, eles continuavam travando batalhas e conquistando territórios para o desespero dos gregos, espartanos e atenienses. Quando Miltiades retornou a Atenas ele encontrou uma recém formada democracia, e como ele havia sido um ditador, e pode apostar que o povo não tinha esquecido desse detalhe, ele sofreu uma recepção hostil, mas usando sua sagacidade conseguiu mais uma vez cair nas graças do povo, ele promoveu o fato de ter sido uma testemunha em primeira mão das táticas de batalha persas, que era um conhecimento útil, considerando que os persas estavam empenhados em destruir a cidade. Assim, Miltiades escapou da punição e foi autorizado a se juntar a seus antigos compatriotas. Foi pelo conselho dele que os arautos persas que vieram a Atenas para exigir terra e água como símbolos de submissão foram mortos.
Porém a fama de Miltiades chegou ao seu ápice com a Batalha de Maratona onde ele foi eleito como um dos dez generais em 490 a.C. Como ele tinha mais experiência em combater os persas, foi firme em insistir que os inimigos fossem combatidos imediatamente, pois o cerco de Atenas levaria à sua destruição. Ele é citado como tendo dito: "Eu acredito que, desde que os deuses forem justos e não deem nenhum favor, somos capazes de obter o melhor resultado da batalha".
Além de corajoso ele também era esperto, ele convenceu os outros generais a não usarem as mesmas táticas de guerra que eles estavam usando fazia mais de 100 anos, e ao invés disso usassem as táticas que ele mesmo criou especialmente para essa batalha. Deu certo, os persas derrotados resolveram então atacar pelo mar, Miltiades então ordenou que seus soldados marchassem a noite toda para chegar a área de desembarque inimigo, que ao verem o exército ateniense esperando pelos seus barcos, fugiu com medo de uma nova batalha.
No ano seguinte (489 a.C), Miltíades liderou uma expedição ateniense de setenta navios contra as ilhas da Grécia, consideradas como tendo apoiado os persas em sua invasão. Mas dessa vez a expedição não foi um sucesso. Suas verdadeiras motivações eram atacar Paros, sentindo que ele havia sido menosprezado por eles no passado. A frota dele atacou a ilha, que havia sido conquistada pelos persas, mas não conseguiu ganhar essa batalha. Miltiades sofreu um ferimento grave na perna durante a campanha e ficou incapacitado. Seu fracasso provocou protestos em seu retorno a Atenas, permitindo que seus rivais políticos explorassem sua queda da graça pública. Acusado de traição, ele foi condenado à morte, mas a sentença foi convertida em uma multa de cinquenta talentos. Ele foi então enviado para a prisão onde morreu aos 61 anos, provavelmente de gangrena de sua ferida. A dívida foi paga por seu filho Cimon, batizado em homenagem ao seu pai "simplório".
Um fim inesperado para um grande guerreiro considerado um herói de guerra, mas essa é a vida, você não recebe o que merece, ou talvez nesse caso ele tenha recebido exatamente o que merecia. Para honrar a memória de Miltiades o escultor Feidias, mais tarde, ergueu em "honra" do guerreiro, no templo da deusa em Ramnus, uma estátua de Nêmesis, a divindade cujo trabalho era trazer súbita má sorte para aqueles que experimentaram um excesso de boa sorte, uma piada cruel mas eficaz. Dizia-se que a estátua era feita de mármore fornecido por Datis para um memorial da vitória dos persas, um memorial que nunca aconteceu graças a Miltiades.
Embora o guerreiro tenha morrido em desonra, seu filho, Cimon, se tornou uma figura ateniense importante dos anos 470 e 460 a.C. E sua filha Elpinice é lembrada por seus confrontos com Péricles, um dos maiores nomes da Grécia antiga.

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